Maio exige mudança
Alterado o quadro político, são necessárias alterações profundas a vários níveis e respostas a problemas concretos. Por elas, os trabalhadores vão continuar a lutar, tendo como plataforma mínima as dez medidas prioritárias apontadas pela Inter.
Foi afirmada disponibilidade para prosseguir a luta
Esta mensagem, lida na resolução ou nas intervenções dos dirigentes sindicais, marcou as comemorações do 1.º de Maio, que a CGTP-IN levou a cabo na generalidade dos distritos do Continente e nas regiões autónomas, sob o lema «Emprego, Direitos, Justiça Social».
Em Lisboa, dezenas de milhares de trabalhadores do distrito e da Margem Sul desfilaram desde o Estádio 1.º de Maio até à Alameda da Cidade Universitária, durante cerca de duas horas. A par das sempre populares «CGTP Unidade Sindical» e «Maio Está na Rua, a Luta Continua», foram muito repetidas palavras de ordem como «Direito a Negociar sem Patrão a Bloquear», «Redução Salarial só Serve o Capital», «Trabalho Sim, Desemprego Não» e «Sim à Igualdade, Emprego de Qualidade».
A importância da acção colectiva e a exigência de concretização das expectativas manifestadas nas eleições de 20 de Fevereiro foram sintetizadas no slogan «Quem Luta Sempre Alcança, Faça-se a Mudança», igualmente muito gritado pelos manifestantes.
Segurando faixas e bandeiras de organizações sindicais de empresa ou de sector, de estruturas autónomas (Interjovem e Inter-Reformados), de autarquias e de localidades, reconhecemos muitos militantes comunistas. Jerónimo de Sousa, acompanhado por outros dirigentes do Partido, integrou-se no desfile, logo a seguir aos camaradas do Arsenal do Alfeite, umas dezenas de metros depois de estes entrarem na Avenida da Igreja.
Tal como o secretário-geral do PCP, muita gente se foi juntando aos manifestantes ao longo do percurso, rasgado pelos bombos do grupo marinhense Tocándar, a que se seguiam os dirigentes da CGTP-IN e as organizações do Norte do distrito de Setúbal. Uma meia hora depois, passaram as do distrito de Lisboa, destacando-se vários autarcas do PCP que seguravam uma faixa da «Cidade de Abril». Ao fim de outra meia hora, o desfile fechava com Odivelas e Loures,
O resultado da luta dos trabalhadores foi valorizado no discurso de Carvalho da Silva, no comício que teve lugar na ampla Alameda da Cidade Universitária. Depois de lembrar, como o fizeram outros dirigentes em meia centena de localidades, que «há um ano atrás, num quadro de brutal ataque aos direitos dos trabalhadores e de agravamento dos problemas do País, estávamos aqui a reclamar “novo Governo e nova política”», o secretário-geral da CGTP-IN frisou que «com a nossa luta, demos um contributo decisivo para derrotar a direita e condenar as políticas de direita». Agora, «são necessárias mudanças profundas em várias políticas e respostas a problemas concretos nas empresas e serviços, públicos e privados», acrescentou, salientando que por esses objectivos «já estamos a lutar».
As graves consequências do Código do Trabalho encimam a lista de problemas a que se dirigem as dez medidas prioritárias que a central apresentou ao Governo. A CGTP-IN fez questão de deixar claro que «tudo faremos para ver concretizadas as nossas justas reivindicações e não hesitaremos no confronto com o poder económico e na responsabilização do poder político, sempre que surjam medidas ou posições que pretendam impor mais sacrifícios aos trabalhadores».
O Tratado sobre a Constituição para a UE foi analisado em ligação à realidade actual, apontando Carvalho da Silva a dinâmica neo-liberal, as directivas sobre tempo de trabalho e sobre privatização de serviços públicos e a revisão da «estratégia de Lisboa» como medidas que merecem «a nossa firme recusa», tal como a merece «o caminho que a UE está a adoptar e que o Tratado tenta consagrar». A Intersindical Nacional rejeita igualmente a coincidência do referendo do Tratado com as eleições autárquicas.
Expressando solidariedade para com todos os trabalhadores em luta, os muitos milhares de participantes neste 1.º de Maio reafirmaram disponibilidade para prosseguir o combate «por um Portugal com mais progresso e mais justiça social».
Em Lisboa, dezenas de milhares de trabalhadores do distrito e da Margem Sul desfilaram desde o Estádio 1.º de Maio até à Alameda da Cidade Universitária, durante cerca de duas horas. A par das sempre populares «CGTP Unidade Sindical» e «Maio Está na Rua, a Luta Continua», foram muito repetidas palavras de ordem como «Direito a Negociar sem Patrão a Bloquear», «Redução Salarial só Serve o Capital», «Trabalho Sim, Desemprego Não» e «Sim à Igualdade, Emprego de Qualidade».
A importância da acção colectiva e a exigência de concretização das expectativas manifestadas nas eleições de 20 de Fevereiro foram sintetizadas no slogan «Quem Luta Sempre Alcança, Faça-se a Mudança», igualmente muito gritado pelos manifestantes.
Segurando faixas e bandeiras de organizações sindicais de empresa ou de sector, de estruturas autónomas (Interjovem e Inter-Reformados), de autarquias e de localidades, reconhecemos muitos militantes comunistas. Jerónimo de Sousa, acompanhado por outros dirigentes do Partido, integrou-se no desfile, logo a seguir aos camaradas do Arsenal do Alfeite, umas dezenas de metros depois de estes entrarem na Avenida da Igreja.
Tal como o secretário-geral do PCP, muita gente se foi juntando aos manifestantes ao longo do percurso, rasgado pelos bombos do grupo marinhense Tocándar, a que se seguiam os dirigentes da CGTP-IN e as organizações do Norte do distrito de Setúbal. Uma meia hora depois, passaram as do distrito de Lisboa, destacando-se vários autarcas do PCP que seguravam uma faixa da «Cidade de Abril». Ao fim de outra meia hora, o desfile fechava com Odivelas e Loures,
O resultado da luta dos trabalhadores foi valorizado no discurso de Carvalho da Silva, no comício que teve lugar na ampla Alameda da Cidade Universitária. Depois de lembrar, como o fizeram outros dirigentes em meia centena de localidades, que «há um ano atrás, num quadro de brutal ataque aos direitos dos trabalhadores e de agravamento dos problemas do País, estávamos aqui a reclamar “novo Governo e nova política”», o secretário-geral da CGTP-IN frisou que «com a nossa luta, demos um contributo decisivo para derrotar a direita e condenar as políticas de direita». Agora, «são necessárias mudanças profundas em várias políticas e respostas a problemas concretos nas empresas e serviços, públicos e privados», acrescentou, salientando que por esses objectivos «já estamos a lutar».
As graves consequências do Código do Trabalho encimam a lista de problemas a que se dirigem as dez medidas prioritárias que a central apresentou ao Governo. A CGTP-IN fez questão de deixar claro que «tudo faremos para ver concretizadas as nossas justas reivindicações e não hesitaremos no confronto com o poder económico e na responsabilização do poder político, sempre que surjam medidas ou posições que pretendam impor mais sacrifícios aos trabalhadores».
O Tratado sobre a Constituição para a UE foi analisado em ligação à realidade actual, apontando Carvalho da Silva a dinâmica neo-liberal, as directivas sobre tempo de trabalho e sobre privatização de serviços públicos e a revisão da «estratégia de Lisboa» como medidas que merecem «a nossa firme recusa», tal como a merece «o caminho que a UE está a adoptar e que o Tratado tenta consagrar». A Intersindical Nacional rejeita igualmente a coincidência do referendo do Tratado com as eleições autárquicas.
Expressando solidariedade para com todos os trabalhadores em luta, os muitos milhares de participantes neste 1.º de Maio reafirmaram disponibilidade para prosseguir o combate «por um Portugal com mais progresso e mais justiça social».