
«Estar neste combate é uma felicidade»
Com noventa anos de idade e mais de setenta de militância comunista, António Dias Lourenço mantém a mesma energia que o levou a atirar-se ao violento mar de Peniche para fugir, em 1954, da prisão onde o fascismo o havia encerrado para assim voltar, em pleno, à luta revolucionária. Após 17 anos de prisão, de resistência às torturas e de toda uma vida de sacrifícios assumidos, não tem dúvidas: valeu a pena. E afirma que o que o faz mais feliz é «ver toda essa gente nova que vem ao Partido, para pegar na bandeira e seguir em frente».