Falta de ética e isenção
A Comissão Concelhia de Castro Verde do PCP está revoltada com o eleitoralismo do ministro da Defesa Paulo Portas que, em véspera de eleições legislativas, resolveu enviar uma carta aos ex-combatentes, comunicando-lhes o aumento do tempo de serviço prestado no ex-Ultramar para efeitos de reforma.
Não está em causa a justeza da medida mas sim a falta de ética e de isenção que a altura escolhida para a anunciar revelam. Aliás, diz o PCP, os direitos adquiridos pelos que tanto se sacrificaram numa guerra injusta, só foram alcançados pela força das suas manifestações e da luta das suas associações e não pela «bondosa vontade» daquele ministro. Mais, os efeitos práticos da contagem de tempo de serviço militar para a reforma têm subjacente a idade que «por ironia» os partidos da direita e o PS querem prolongar. Ora o que o PCP e a CDU defendem é a reforma dos trabalhadores numa idade que ainda lhes permite gozar, sejam eles ex-combatentes ou não.
Não está em causa a justeza da medida mas sim a falta de ética e de isenção que a altura escolhida para a anunciar revelam. Aliás, diz o PCP, os direitos adquiridos pelos que tanto se sacrificaram numa guerra injusta, só foram alcançados pela força das suas manifestações e da luta das suas associações e não pela «bondosa vontade» daquele ministro. Mais, os efeitos práticos da contagem de tempo de serviço militar para a reforma têm subjacente a idade que «por ironia» os partidos da direita e o PS querem prolongar. Ora o que o PCP e a CDU defendem é a reforma dos trabalhadores numa idade que ainda lhes permite gozar, sejam eles ex-combatentes ou não.