O universo da Internet hoje
Nunca me acontecera tanto assim, não obstante a já «alguma» experiência do «meu organismo» em mudanças rápidas de fusos horários - o calão dos viajantes chama-lhe jetlag -, mas desta vez, em Kuala Lumpur, fui mais uma vez despertado da portaria do hotel, como tinha pedido, para ir a mais uma reunião às 7h30m - horas locais, não é? -, como tinha acontecido na véspera e na antevéspera, respondi à voz no telefone, abri os olhos e o relógio já dizia 9h30m (isto é, 2h30m da manhã - é, não costumo mudar a hora de Lisboa, faço sempre as contas, é um hábito). Na verdade, haviam sido três noites de seguida a dormir hora e meia, duas horas, entre as cinco e as sete locais. Até lá, acordado a passar o tempo de insónia a ler ou a escrever… E a princípio julguei que isto estava a suceder só a mim. Mas depressa verifiquei que boa parte dos que se tinham deslocado de meia dúzia ou mais horas de diferença - da África, das Américas, da Europa -, para participarem na reunião do ICANN do mês de Julho, também andavam meio zaranzas como eu!
Quem não andava nada zaranza eram - como está bem de ver - os participantes viventes naquela parte do mundo. Vindos muitos da Malásia ou, da ponta sul da respectiva península, isto é, de Singapura, qual Algarve tornado independente de Portugal, em tempos não muito recuados, já depois da Segunda Guerra Mundial. Outros vindos de muitos dos países à roda, da Índia, do Ceilão, do Bangladesh, da Tailândia, do Cambodja, do Laos, da Indonésia. Outros ainda, vindos da China, incluindo de Hong-Kong, de Taiwan, da Coreia do Sul e do Japão. Vindos de não muito mais longe, ainda os contingentes de australianos e os neozelandeses. Etc. A Região Ásia -Pacífico a marcar por uma grande presença de participantes e a justificar com eloquência - e também com eloquência propriamente dita - a realização naquelas paragens da reunião do ICANN (em 1999, nos seus inícios, esta organização já se tinha reunido em Singapura).
O ICANN, o qual já referimos em notas anteriores , vai quase para dois anos, o ICANN, dizíamos, com a sua sede em Marina del Rey na Califórnia, localidade do epicentro e estado maior da Internet - digamos assim, para não entrarmos em deambulações explicativas -, nomeadamente em termos de administração do sistema de nomes de domínio, isto é, do assim conhecido DNS (Domain Name System); a Internet, como é sabido, que teve as suas origens nos EUA e, durante algum tempo foi uma infra-estrutura cujos utentes se situavam na sua quase totalidade nos EUA - ainda agora o contingente de utentes de Internet dos EUA corresponde a uma parte substancial do total de cerca de 1000 milhões de utentes - ou 1 bilião de utentes, segundo os norte-americanos - mas minoritária; e, além disso, um contingente de «cibernautas», o dos EUA, estabilizado em termos quantitativos. Também o cordão umbilical do ICANN ao Estado norte-americano se mantém, regulado, como já referi, através de um acordo por um período de três anos, dos quais um já percorrido, no final qual o ICANN deverá tornar-se numa entidade internacional autónoma - autónoma no sentido em que deverá «apenas» responder perante todas as entidades com um interesse no seu funcionamento, desde os utentes individuais e empresas, ou detentores de nomes, aos fornecedores de acessos e infra-estruturas ou participantes no complexo sistema de administração dos nomes de domínios (uma inovação de alcance incomensurável e em absoluto inesperado, relativamente aos números de telefone a que todos temos estado habituados há mais de um século; mais, e quase incalculável até do ponto de vista da expansão do sistema de administração de registo de nomes e de resolução em endereços numéricos IP, e vice-versa, um verdadeiro novo subsector económico! Vejam lá!). Portanto, quem são essas entidades e como tudo se deve processar, a isso é que, em princípio tem andado o ICANN «também» a responder. Também, queremos dizer aqui, enquanto vai «mantendo» um sistema de infra-estruturas técnicas, o DNS, que cresce e evolue a um ritmo assombroso - passe o adjectivo - a contento, tanto quanto possível, de «todos».
E como o ICANN e o seu sistema deverão ser percepcionados como a todos «pertencer», lá anda o seu circo de continente para continente. Agora, foi na Malásia, por alturas do anúncio da existência de uns 90 milhões de cibernautas na China! Perto deles, longe de nós.
Quem não andava nada zaranza eram - como está bem de ver - os participantes viventes naquela parte do mundo. Vindos muitos da Malásia ou, da ponta sul da respectiva península, isto é, de Singapura, qual Algarve tornado independente de Portugal, em tempos não muito recuados, já depois da Segunda Guerra Mundial. Outros vindos de muitos dos países à roda, da Índia, do Ceilão, do Bangladesh, da Tailândia, do Cambodja, do Laos, da Indonésia. Outros ainda, vindos da China, incluindo de Hong-Kong, de Taiwan, da Coreia do Sul e do Japão. Vindos de não muito mais longe, ainda os contingentes de australianos e os neozelandeses. Etc. A Região Ásia -Pacífico a marcar por uma grande presença de participantes e a justificar com eloquência - e também com eloquência propriamente dita - a realização naquelas paragens da reunião do ICANN (em 1999, nos seus inícios, esta organização já se tinha reunido em Singapura).
O ICANN, o qual já referimos em notas anteriores , vai quase para dois anos, o ICANN, dizíamos, com a sua sede em Marina del Rey na Califórnia, localidade do epicentro e estado maior da Internet - digamos assim, para não entrarmos em deambulações explicativas -, nomeadamente em termos de administração do sistema de nomes de domínio, isto é, do assim conhecido DNS (Domain Name System); a Internet, como é sabido, que teve as suas origens nos EUA e, durante algum tempo foi uma infra-estrutura cujos utentes se situavam na sua quase totalidade nos EUA - ainda agora o contingente de utentes de Internet dos EUA corresponde a uma parte substancial do total de cerca de 1000 milhões de utentes - ou 1 bilião de utentes, segundo os norte-americanos - mas minoritária; e, além disso, um contingente de «cibernautas», o dos EUA, estabilizado em termos quantitativos. Também o cordão umbilical do ICANN ao Estado norte-americano se mantém, regulado, como já referi, através de um acordo por um período de três anos, dos quais um já percorrido, no final qual o ICANN deverá tornar-se numa entidade internacional autónoma - autónoma no sentido em que deverá «apenas» responder perante todas as entidades com um interesse no seu funcionamento, desde os utentes individuais e empresas, ou detentores de nomes, aos fornecedores de acessos e infra-estruturas ou participantes no complexo sistema de administração dos nomes de domínios (uma inovação de alcance incomensurável e em absoluto inesperado, relativamente aos números de telefone a que todos temos estado habituados há mais de um século; mais, e quase incalculável até do ponto de vista da expansão do sistema de administração de registo de nomes e de resolução em endereços numéricos IP, e vice-versa, um verdadeiro novo subsector económico! Vejam lá!). Portanto, quem são essas entidades e como tudo se deve processar, a isso é que, em princípio tem andado o ICANN «também» a responder. Também, queremos dizer aqui, enquanto vai «mantendo» um sistema de infra-estruturas técnicas, o DNS, que cresce e evolue a um ritmo assombroso - passe o adjectivo - a contento, tanto quanto possível, de «todos».
E como o ICANN e o seu sistema deverão ser percepcionados como a todos «pertencer», lá anda o seu circo de continente para continente. Agora, foi na Malásia, por alturas do anúncio da existência de uns 90 milhões de cibernautas na China! Perto deles, longe de nós.