Polícias italianos em julgamento

Vinte e oito policiais serão julgados por um tribunal de Génova, no noroeste da Itália, por agressão e abuso de força contra uma centena de activistas antiglobalização durante a realização do G8, em Julho de 2001.
O julgamento terá início em 6 de Abril do próximo ano, devendo os arguidos responder às acusações de abuso de autoridade, lesões graves, calúnia e falsificação de documentos oficiais.
Entre os acusados há várias altas patentes, designadamente o ex-chefe da unidade anti-terrorista de Gênova, Spartaco Mortola, o seu sucessor, Francesco Gratteri, e o responsável da unidade móvel genovesa, Nando Dominici.
Os crimes pelos quais são acusados tiveram lugar em 21 de Julho de 2001, quando os agentes realizaram uma violenta operação nocturna numa escola cedida pelo município para acolher os manifestantes que tinham chegado à cidade.
Dezenas de policiais invadiram as instalações durante a noite provocando ferimentos em 90 pessoas, 30 das quais foram hospitalizadas.
Os responsáveis pela operação justificaram os actos como tendo agido em legítima defesa e apresentaram como provas artefactos explosivos, alegadamente encontrados no local. No entanto, a investigação apurou que o engenhos foram introduzidos na escola pelos próprios agentes. Os arguidos incorrem em penas que vão de dois a seis anos de prisão.
O julgamento foi marcado após três anos de investigação e seis meses de audiências preliminares. A cimeira de Gênova do G8 (os sete países mais industrializados e a Rússia) ficou marcada por uma violenta repressão policial, cujos disparos provocaram a morte de Carlo Giuliani, um jovem manifestante de 23 anos.


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