Alterações climáticas em debate
A 10ª Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas começou esta segunda-feira na capital da Argentina, Buenos Aires. Os trabalhos, a decorrer até 17 de Dezembro, contam com a presença de representantes de cerca de 190 países, entre os quais Portugal, que para além de fazerem o balanço dos dez anos de funcionamento da Convenção vão debater a necessidade de definir novas metas de redução das emissões poluentes, no âmbito do combate às alterações climáticas.
A Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas foi assinada durante a Eco92, no Rio de Janeiro, e está já ratificada por 189 países. Desde 1992, realizaram-se nove reuniões dos signatários do texto, as chamadas Conferências das Partes (COP). Na 3ª COP foi instituído o Protocolo de Quioto, que estabelece metas de redução de emissão de Gases de Efeito Estufa para os países desenvolvidos listados no Anexo I do Protocolo.
O Protocolo de Quioto pede aos países desenvolvidos que reduzam as suas emissões em 8 por cento em relação aos níveis de poluição de 1990. Essas metas deverão ser atingidas no primeiro período de compromisso do Protocolo, entre 2008 e 2012.
A entrada em vigor do Protocolo de Quioto, prevista para 16 de Fevereiro de 2005, tornou-se possível com a ratificação do documento pela Rússia, mas os EUA, principal país poluidor, continuam a rejeitar o Protocolo.
Desafio australiano
Também a Austrália reafirmou no início da semana que não vai ratificar o Protocolo de Quioto, embora garanta estar prestes a cumprir com os objectivos do documento sobre a limitação de gases que provocam o efeito estufa.
De acordo com uma nota do Gabinete Australiano de Efeito Estufa, citado pela Lusa, o país deverá conseguir, entre 2008 e 2012, cumprir os objectivos fixados em Quioto.
«Desafio quem quer que seja a encontrar um outro país com este nível de actuação relativamente à emissão de gases poluentes ao mesmo tempo que mantém a economia em expansão», disse o ministro do Meio Ambiente australiano, Ian Campbell, em entrevista a uma cadeia local de televisão.
Considerando que o Protocolo de Quioto foi o ponto de partida, mas há que fazer muito mais para evitar as alterações climáticas, Ian Campbell garantiu que, na Convenção de Buenos Aires, a Austrália vai analisar o que fazer para além do Protocolo.
Apenas quatro países industrializados ainda não ratificaram o Protocolo de Quioto: Austrália, Liechtenstein, Mónaco e Estados Unidos.
A Austrália e os Estados Unidos são responsáveis por um terço dos gases que produzem efeito de estufa no mundo industrializado.
A Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas foi assinada durante a Eco92, no Rio de Janeiro, e está já ratificada por 189 países. Desde 1992, realizaram-se nove reuniões dos signatários do texto, as chamadas Conferências das Partes (COP). Na 3ª COP foi instituído o Protocolo de Quioto, que estabelece metas de redução de emissão de Gases de Efeito Estufa para os países desenvolvidos listados no Anexo I do Protocolo.
O Protocolo de Quioto pede aos países desenvolvidos que reduzam as suas emissões em 8 por cento em relação aos níveis de poluição de 1990. Essas metas deverão ser atingidas no primeiro período de compromisso do Protocolo, entre 2008 e 2012.
A entrada em vigor do Protocolo de Quioto, prevista para 16 de Fevereiro de 2005, tornou-se possível com a ratificação do documento pela Rússia, mas os EUA, principal país poluidor, continuam a rejeitar o Protocolo.
Desafio australiano
Também a Austrália reafirmou no início da semana que não vai ratificar o Protocolo de Quioto, embora garanta estar prestes a cumprir com os objectivos do documento sobre a limitação de gases que provocam o efeito estufa.
De acordo com uma nota do Gabinete Australiano de Efeito Estufa, citado pela Lusa, o país deverá conseguir, entre 2008 e 2012, cumprir os objectivos fixados em Quioto.
«Desafio quem quer que seja a encontrar um outro país com este nível de actuação relativamente à emissão de gases poluentes ao mesmo tempo que mantém a economia em expansão», disse o ministro do Meio Ambiente australiano, Ian Campbell, em entrevista a uma cadeia local de televisão.
Considerando que o Protocolo de Quioto foi o ponto de partida, mas há que fazer muito mais para evitar as alterações climáticas, Ian Campbell garantiu que, na Convenção de Buenos Aires, a Austrália vai analisar o que fazer para além do Protocolo.
Apenas quatro países industrializados ainda não ratificaram o Protocolo de Quioto: Austrália, Liechtenstein, Mónaco e Estados Unidos.
A Austrália e os Estados Unidos são responsáveis por um terço dos gases que produzem efeito de estufa no mundo industrializado.