Casa de Garrett em risco de demolição
A deputada comunista Luísa Mesquita desafiou o Governo a esclarecer o que fez, se é que já fez alguma coisa, no sentido de garantir o interesse cultural e patrimonial do edifício onde viveu e morreu o escritor Almeida Garrett.
Situado no número 68 da Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique, Lisboa, sobre o edifício, propriedade de um particular, tem vindo a pairar a ameaça de demolição para dar lugar a um condomínio privado, com o consentimento da Câmara Municipal de Lisboa, segundo notícias recentemente vindas a público.
Intenção que, no entanto - depois de movimentações de inúmeros cidadãos, nomeadamente através de abaixo-assinados em defesa da casa «garrettiana» -, poderá ter conhecido algum recuo da parte do executivo camarário que, entretanto, parece ter-se mostrado disponível para reavaliar o processo de demolição antes por si autorizado.
O que não deixa de ser irónico, seja como for, como observa Luísa Mesquita, é que exactamente no mesmo ano em que se comemoram os 150 anos da morte de Almeida Garrett, efeméride que a Assembleia da República pretende assinalar em plenário no próximo dia 9 de Dezembro, a Câmara Municipal de Lisboa tenha aceitado viabilizar a demolição de um edifício que é um elemento de memória «do escritor, poeta e dramaturgo, do deputado, do homem da cultura que foi Almeida Garrett, personalidade das mais marcantes do panorama cultural e político do século XIX».
Homem de «escrita comprometida» e que, atento à realidade do seu tempo, também em relação ao património arquitectónico encontrou motivos para se rebelar, como assinala Luísa Mesquita, citando a passagem do seu texto «Viagens na Minha Terra» em que denuncia: «...O livro de pedra em que a mais interessante e a mais poética parte das nossas crónicas está escrita» foi mutilado, rasgado, arrancadas as folhas, «não se descreve por outro modo o que esta gente chamada governo... está fazendo e deixando fazer».
A parlamentar do PCP, no requerimento dirigido ao Ministério da Cultura, insiste ainda em saber que acções pensa o Governo adoptar, salvaguardada a não demolição do edifício, no sentido de garantir a sua reabilitação e valorização, bem como do espaço envolvente, «enriquecendo assim o roteiro cultural de Lisboa e do País».
Situado no número 68 da Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique, Lisboa, sobre o edifício, propriedade de um particular, tem vindo a pairar a ameaça de demolição para dar lugar a um condomínio privado, com o consentimento da Câmara Municipal de Lisboa, segundo notícias recentemente vindas a público.
Intenção que, no entanto - depois de movimentações de inúmeros cidadãos, nomeadamente através de abaixo-assinados em defesa da casa «garrettiana» -, poderá ter conhecido algum recuo da parte do executivo camarário que, entretanto, parece ter-se mostrado disponível para reavaliar o processo de demolição antes por si autorizado.
O que não deixa de ser irónico, seja como for, como observa Luísa Mesquita, é que exactamente no mesmo ano em que se comemoram os 150 anos da morte de Almeida Garrett, efeméride que a Assembleia da República pretende assinalar em plenário no próximo dia 9 de Dezembro, a Câmara Municipal de Lisboa tenha aceitado viabilizar a demolição de um edifício que é um elemento de memória «do escritor, poeta e dramaturgo, do deputado, do homem da cultura que foi Almeida Garrett, personalidade das mais marcantes do panorama cultural e político do século XIX».
Homem de «escrita comprometida» e que, atento à realidade do seu tempo, também em relação ao património arquitectónico encontrou motivos para se rebelar, como assinala Luísa Mesquita, citando a passagem do seu texto «Viagens na Minha Terra» em que denuncia: «...O livro de pedra em que a mais interessante e a mais poética parte das nossas crónicas está escrita» foi mutilado, rasgado, arrancadas as folhas, «não se descreve por outro modo o que esta gente chamada governo... está fazendo e deixando fazer».
A parlamentar do PCP, no requerimento dirigido ao Ministério da Cultura, insiste ainda em saber que acções pensa o Governo adoptar, salvaguardada a não demolição do edifício, no sentido de garantir a sua reabilitação e valorização, bem como do espaço envolvente, «enriquecendo assim o roteiro cultural de Lisboa e do País».