UE constitui 13 grupos de combate

A União Europeia decidiu criar 13 grupos de combate, constituídos cada um por 1500 homens, com capacidade para intervir rapidamente em qualquer lugar do mundo, segundo anunciou na segunda-feira, o ministro da Defesa Holandês, Henk Kamp, cujo país ocupa actualmente a presidência da UE.
França, Itália, Espanha e Reino Unido formarão os quatro principais grupos com militares próprios, embora todos os estados-membros tenham decidido de participar em pelo menos uma das unidades, cujo conceito, explicou Kamp, é «complementar à força de reacção rápida da NATO». Um quinto grupo será criado com base no actual Eurocorpo, com efectivos da França, Bélgica, Alemanha e Espanha.
Os sete restantes resultam de formações entre a França e a Bélgica; Alemanha, Holanda e Finlândia; Polónia, Alemanha, Eslováquia, Letónia e Lituânia; Itália, Hungria e Eslovénia; Grã-Bretanha e Holanda. Os países mediterrânicos (Itália, Espanha, Grécia e Portugal) formarão um outro grupo enquanto o último ficará a cargo dos estados nórdicos (Suécia, Finlândia e Dinamarca).
Já a partir de 2005, a UE disporá de um grupo táctico com disponibilidade permanente, prevendo-se que em 2007as 13 unidades estejam totalmente operacionais. A partir desta data, dois grupos estarão rotativamente em alerta permanente, prontos intervir a pedido da UE, das nações Unidas e da Aliança Atântica. Cada grupo táctico deverá dispor de meios de transporte e de uma logística próprios, bem como de um quartel-general.
Estes grupos ficarão sob a alçada do Comité Político e de Segurança da UE, presidido por Javier Solana, alto representante da União para a política externa e de segurança comum.
Os ministros da Defesa aprovaram ainda o orçamento da Agência Europeia de Defesa, criada em Julho passado, à qual destinaram uma verba de 20 milhões de euros para cobrir as despesas de funcionamento da estrutura que contará com 77 efectivos em 2005.
O programa da Agência para 2005 prevê designadamente estimular a integração europeia em matéria de mercados públicos de defesa, actualmente reservados no essencial às indústrias nacionais.


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