Post apoia Kerry
O jornal norte-americano The Washington Post, que apoiou a invasão unilateral do Iraque pelos EUA, assumiu no domingo o seu apoio ao senador democrata John Kerry na corrida à Casa Branca.
«Acreditamos que Kerry, com a sua promessa de firmeza temperada pela prudência e por uma postura aberta, merece mais a confiança da nação para dirigir nos próximos quatro anos», escreveu o Post. O influente diário não foi tão longe como The New York Times, que há uma semana explicou a preferência pelo candidato democrata sem no entanto deixar de sublinhar que «votar Kerry não está isento de riscos», dado os seus «zig-zags sobre o Iraque.
«Apoiámos a guerra e acreditámos que o ditador iraquiano representava um desafio a que tínhamos de fazer frente», escreveu o Post, que faz um inventário das mentiras de Bush, designadamente a de ter «exagerado publicamente as informações dos serviços de espionagem e alienado desnecessariamente os aliados» durante a crise iraquiana. Para o jornal, que lembra o vergonhoso escândalo das torturas aos prisioneiros iraquianos e afegãos que «manchou por anos ou décadas a imagem e influência dos EUA no estrangeiro», o prejuízo que a «obstinada indiferença» de Bush provocou «é incalculável».
De acordo com o Post, «Kerry comprende que a maior ameaça à segurança dos EUA vem dos terroristas com armas nuclerares e biológicas», justamente o que mais preocupa os norte-americanos e a «arma» mais esgrimida por Bush, que no fim-de-semana voltou a afirmar, desta vez na cadeia de televisão Fox, que os terroristas têm «uma espécie de intenção geral» de lançar atentados durante as eleições de 2 de Novembro, ainda que reconhecendo não haver «nada de concreto» sobre os alegados ataques, nesta ou em qualquer outra data.
As sondagens continuam a mostrar que os dois candidatos estão tecnicamente empatados, e que o número de indecisos se mantém muito elevado, ainda que a maioria se afirme disposta a ir votar.
Nova ilegalidade
Os EUA voltaram a violar as Convenções de Genebra que estipulam o tratamento a dar aos prisioneiros de guerra, ao retirarem em segredo do Iraque mais de uma dezena de presos para os interrogarem fora do país, noticiou The Washington Post. As transferências de presos, cujas identidades se desconhecem, terão sido feitas pela CIA nos últimos seis meses, com a anuência do Departamento de Justiça. Nem a Cruz Vermelha Internacional nem outras instituições foram informadas deste facto, afirma o Post. A decisão, sancionada a 19 de Março pelo Departamento de Justiça dos EUA, «cria um regime legal que justifica uma conduta claramente considerada como uma violação da lei internacional», consideram os analistas.
«Acreditamos que Kerry, com a sua promessa de firmeza temperada pela prudência e por uma postura aberta, merece mais a confiança da nação para dirigir nos próximos quatro anos», escreveu o Post. O influente diário não foi tão longe como The New York Times, que há uma semana explicou a preferência pelo candidato democrata sem no entanto deixar de sublinhar que «votar Kerry não está isento de riscos», dado os seus «zig-zags sobre o Iraque.
«Apoiámos a guerra e acreditámos que o ditador iraquiano representava um desafio a que tínhamos de fazer frente», escreveu o Post, que faz um inventário das mentiras de Bush, designadamente a de ter «exagerado publicamente as informações dos serviços de espionagem e alienado desnecessariamente os aliados» durante a crise iraquiana. Para o jornal, que lembra o vergonhoso escândalo das torturas aos prisioneiros iraquianos e afegãos que «manchou por anos ou décadas a imagem e influência dos EUA no estrangeiro», o prejuízo que a «obstinada indiferença» de Bush provocou «é incalculável».
De acordo com o Post, «Kerry comprende que a maior ameaça à segurança dos EUA vem dos terroristas com armas nuclerares e biológicas», justamente o que mais preocupa os norte-americanos e a «arma» mais esgrimida por Bush, que no fim-de-semana voltou a afirmar, desta vez na cadeia de televisão Fox, que os terroristas têm «uma espécie de intenção geral» de lançar atentados durante as eleições de 2 de Novembro, ainda que reconhecendo não haver «nada de concreto» sobre os alegados ataques, nesta ou em qualquer outra data.
As sondagens continuam a mostrar que os dois candidatos estão tecnicamente empatados, e que o número de indecisos se mantém muito elevado, ainda que a maioria se afirme disposta a ir votar.
Nova ilegalidade
Os EUA voltaram a violar as Convenções de Genebra que estipulam o tratamento a dar aos prisioneiros de guerra, ao retirarem em segredo do Iraque mais de uma dezena de presos para os interrogarem fora do país, noticiou The Washington Post. As transferências de presos, cujas identidades se desconhecem, terão sido feitas pela CIA nos últimos seis meses, com a anuência do Departamento de Justiça. Nem a Cruz Vermelha Internacional nem outras instituições foram informadas deste facto, afirma o Post. A decisão, sancionada a 19 de Março pelo Departamento de Justiça dos EUA, «cria um regime legal que justifica uma conduta claramente considerada como uma violação da lei internacional», consideram os analistas.