Ricos enriquecem, pobres aumentam

Um relatório divulgado na quinta-feira, dia 19, estima que o número de pobres nos Estados Unidos aumentou para 36,4 milhões de pessoas, em 2003, contra 35,7 milhões registados oficialmente no ano anterior.
Segundo o Centro de Investigação Económica e Social, a taxa de pobreza não parou de subir desde que George Bush chegou ao poder, em 2000. No entanto, no mesmo período, o rendimento médio das famílias aumentou 3,6 por cento, passando de 38 924 para 48 216 dólares, o que, descontando a inflação, representa um aumento real de 1,1 por cento.
Como observou o economista Heather Boushey durante a apresentação do relatório, o aumento do número de pobres (700 mil num ano) associado ao aumento do rendimento médio aponta para um alargamento do fosso entre ricos e pobres.
«As famílias acima da média melhoraram o seu nível de vida, enquanto que as se encontram na base da escala sofreram o inverso», declarou Boushey.
O limiar da pobreza nos EUA corresponde a rendimentos anuais inferiores a 9573 dólares (7 739 euros) por indivíduo, ou 18 660 dólares (15 087 euros) para uma família de dois adultos e duas crianças.
Os cálculos, elaborados com base nos dados do primeiro semestre de 2003, indicam que a percentagem de norte-americanos em situação de pobreza atingiu 12,8 por cento, em 2003, contra 12,7 por cento verificados no primeiro semestre de 2002.
Contudo, a taxa de pobreza infantil é muito superior, tendo atingido 18,8 em 2003, contra 18,6 no ano precedente.
O relatório aponta ainda para uma redução, pelo terceiro ano consecutivo, do número pessoas abrangidas por seguros de saúde, o mesmo se verificando nas prestações sociais asseguradas pelas empresas. Segundo o estudo, no mesmo período, o desemprego continuou a agravar-se, contradizendo o discurso da administração Bush que atribui à sua política de redução de impostos um efeito positivo no relançamento da economia e na criação de empregos.


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