Direita responsável pelas dívidas de Lisboa
A Câmara Municipal de Lisboa deve 118 milhões de euros. O PCP está preocupado e aponta o dedo à maioria PSD/CDS-PP, acusando-a de «mentiras descaradas».
A gestão do município de Lisboa prima pelo exibicionismo
A maioria PSD/CDS-PP na Câmara Municipal de Lisboa é responsável pelo estado deficitário das finanças do município, afirmou a Direcção da Organização de Lisboa do PCP, em comunicado, anteontem. A dívida resulta de «gastos sem medida» desta gestão que não correspondem a investimentos ou despesas de capital traduzíveis em benefícios reais para a população. «Trata-se sim de despesas excessivas em gastos correntes, sem qualquer contrapartida de utilidade permanente para a cidade. E isso é muito preocupante», considera.
Procurando desmentir as «mentiras descaradas» do PSD e do CDS-PP, a Organização de Lisboa fala em factos. Um deles é que as dívidas vindas do mandato anterior referem-se a investimentos reais efectuados na cidade. «Não se referem a festas, cartazes e propaganda. Referem-se a obras de equipamento de desporto, saneamento, projectos de ambiente, imóveis reabilitados, habitação construída», esclarece, acrescentando que, durante os dois últimos anos, Santana Lopes se limitou a inaugurar estes equipamentos.
«A referência feita hoje a dívidas que estejam por liquidar desde há mais de dois anos e meio apenas provam o desleixo desta maioria, que se atreve a manter essa dívida», sustenta a direcção da organização, sublinhando que nessa listagem foi incluído «um chorrilho de misturas e de trapalhadas que merecem denúncia imediata».
É o caso da referência a uma dívida de Dezembro de 2001 à Simtejo, uma empresa que na altura ainda não funcionava e para a qual a CML contribuiu financeiramente. «A dívida existente corresponde aos serviços prestados à cidade nos últimos dois anos, que a actual maioria nunca pagou, apesar de receber dos utentes a tarifa de saneamento», especifica a organização.
Autismo
A maioria camarária nega a responsabilidade da dívida, numa posição «muito próxima do autismo». «Tudo isto é uma perigosa deriva da maioria», salienta a Organização de Lisboa do PCP, considerando que a gestão do município prima pelo exibicionismo: «Espectáculo, divertimento, fogacho, verbas astronómicas para amigos e amigos de amigos... e as finanças da CML que pagem.»
A dívida da Câmara ascende aos 118 milhões de euros, fruto da má gestão do município pela actual maioria, «que gasta hoje o dinheiro dos próximos anos. Está-se a atirar para os próximos mandatos o ónus de pagar as despesas», ao mesmo tempo que o PSD e CDS-PP branqueiam as contas e preparam-se para continuar o mesmo caminho.
«A questão pode ainda atingir níveis mais elevados e mais preocupantes se se vier a saber, como é quase certo, que as finanças das empresas municipais levam o mesmo regime de degradação desde Janeiro de 2002», alerta o PCP.
Os comunistas exigem à maioria camarária que «limpe o nome da CML que sujou com as suas próprias opções erradas, reconheça a inadequação da sua gestão aos interesses da cidade, deixe a sua atitude perigosamente arrogante e mude de rumo».
Procurando desmentir as «mentiras descaradas» do PSD e do CDS-PP, a Organização de Lisboa fala em factos. Um deles é que as dívidas vindas do mandato anterior referem-se a investimentos reais efectuados na cidade. «Não se referem a festas, cartazes e propaganda. Referem-se a obras de equipamento de desporto, saneamento, projectos de ambiente, imóveis reabilitados, habitação construída», esclarece, acrescentando que, durante os dois últimos anos, Santana Lopes se limitou a inaugurar estes equipamentos.
«A referência feita hoje a dívidas que estejam por liquidar desde há mais de dois anos e meio apenas provam o desleixo desta maioria, que se atreve a manter essa dívida», sustenta a direcção da organização, sublinhando que nessa listagem foi incluído «um chorrilho de misturas e de trapalhadas que merecem denúncia imediata».
É o caso da referência a uma dívida de Dezembro de 2001 à Simtejo, uma empresa que na altura ainda não funcionava e para a qual a CML contribuiu financeiramente. «A dívida existente corresponde aos serviços prestados à cidade nos últimos dois anos, que a actual maioria nunca pagou, apesar de receber dos utentes a tarifa de saneamento», especifica a organização.
Autismo
A maioria camarária nega a responsabilidade da dívida, numa posição «muito próxima do autismo». «Tudo isto é uma perigosa deriva da maioria», salienta a Organização de Lisboa do PCP, considerando que a gestão do município prima pelo exibicionismo: «Espectáculo, divertimento, fogacho, verbas astronómicas para amigos e amigos de amigos... e as finanças da CML que pagem.»
A dívida da Câmara ascende aos 118 milhões de euros, fruto da má gestão do município pela actual maioria, «que gasta hoje o dinheiro dos próximos anos. Está-se a atirar para os próximos mandatos o ónus de pagar as despesas», ao mesmo tempo que o PSD e CDS-PP branqueiam as contas e preparam-se para continuar o mesmo caminho.
«A questão pode ainda atingir níveis mais elevados e mais preocupantes se se vier a saber, como é quase certo, que as finanças das empresas municipais levam o mesmo regime de degradação desde Janeiro de 2002», alerta o PCP.
Os comunistas exigem à maioria camarária que «limpe o nome da CML que sujou com as suas próprias opções erradas, reconheça a inadequação da sua gestão aos interesses da cidade, deixe a sua atitude perigosamente arrogante e mude de rumo».