O último tango de Brando
Morreu, quinta-feira da semana passada, num hospital de Los Angeles, nos EUA, o octogenário actor norte-americano Marlon Brando.
Gigante na tela, Brando foi um dos primeiros a corporizar um inovador método de representação que, nas décadas de 50 e 60 em Hollywood, se propunha a encarnar o mais fielmente possível o conteúdo e contexto de vida de cada personagem. Este sistema levou-o a viver cerca de um mês num hospital de veteranos de guerra para preparar o papel de um soldado paraplégico no filme «The Men», de 1950.
Os anos cinquenta marcariam para sempre o percurso do actor, interpretando títulos como «Um Eléctrico Chamado Desejo», «The Wild One», «Julius Caesar», «Viva Zapata» ou «Há Lodo no Cais», tendo este último valido o seu primeiro Oscar.
Posteriormente, já nos anos 70, Marlon Brando regressa à ribalta para encarnar personagens que marcaram a história do cinema em longas metragens de grande sucesso como «Apocalypse Now» ou «O Último Tango em Paris», um filme proibido em inúmeros países, entre os quais Portugal, alvo da censura fascista.
Depois da Revolução de Abril, «O Último Tango em Paris» esgotou bilheteiras e manteve-se em cartaz por alguns meses, constituindo um dos primeiros grandes sucessos de audiência no nosso país.
«O Padrinho» assinalou a conquista da segunda estatueta dourada da carreira de Brando que, associado aos combates dos direitos cívicos nos EUA, enviou à cerimónia da Academia uma nativa índia para receber o prémio e protestar contra a repressão a que este povo estava sujeito.
Nos últimos anos o actor entregou-se aos desgostos de um percurso familiar atribulado, interpretando papeis menos vistosos e com menos virtuosismo, embora continue a ser considerado um dos maiores da história da sétima arte.
Gigante na tela, Brando foi um dos primeiros a corporizar um inovador método de representação que, nas décadas de 50 e 60 em Hollywood, se propunha a encarnar o mais fielmente possível o conteúdo e contexto de vida de cada personagem. Este sistema levou-o a viver cerca de um mês num hospital de veteranos de guerra para preparar o papel de um soldado paraplégico no filme «The Men», de 1950.
Os anos cinquenta marcariam para sempre o percurso do actor, interpretando títulos como «Um Eléctrico Chamado Desejo», «The Wild One», «Julius Caesar», «Viva Zapata» ou «Há Lodo no Cais», tendo este último valido o seu primeiro Oscar.
Posteriormente, já nos anos 70, Marlon Brando regressa à ribalta para encarnar personagens que marcaram a história do cinema em longas metragens de grande sucesso como «Apocalypse Now» ou «O Último Tango em Paris», um filme proibido em inúmeros países, entre os quais Portugal, alvo da censura fascista.
Depois da Revolução de Abril, «O Último Tango em Paris» esgotou bilheteiras e manteve-se em cartaz por alguns meses, constituindo um dos primeiros grandes sucessos de audiência no nosso país.
«O Padrinho» assinalou a conquista da segunda estatueta dourada da carreira de Brando que, associado aos combates dos direitos cívicos nos EUA, enviou à cerimónia da Academia uma nativa índia para receber o prémio e protestar contra a repressão a que este povo estava sujeito.
Nos últimos anos o actor entregou-se aos desgostos de um percurso familiar atribulado, interpretando papeis menos vistosos e com menos virtuosismo, embora continue a ser considerado um dos maiores da história da sétima arte.