CDU obtém maioria absoluta em Alcanhões
Com 45,8 por cento dos votos, a CDU obteve a maioria absoluta nas eleições intercalares de domingo passado na freguesia de Alcanhões, concelho de Santarém. Com este resultado, a CDU elege cinco elementos para a Assembleia de Freguesia, contra quatro eleitos pelo PS. O PSD fica sem qualquer representação no órgão. Este resultado representa uma subida da CDU, que nas autárquicas de 2001 tinha obtido 41 por cento dos votos e eleito quarto elementos, contra três do PS e dois do PSD.
As eleições foram provocadas após a demissão dos membros do PS e do PSD, que juntos tinham a maioria dos eleitos, quer na assembleia quer na Junta de freguesia. Apesar de a CDU ter sido a força mais votada em 2001, PS e PSD impuseram um executivo formado pelo presidente (eleito pela CDU) e pelos primeiros candidatos dos dois partidos.
Em declarações ao Avante!, Eugénio Pisco, responsável pela organização concelhia de Santarém do PCP, recorda que toda a acção dos dois elementos do PS e do PSD foi tendente a paralisar e inviabilizar a acção da Junta de Freguesia. Primeiro, através da difusão de suspeitas de alegadas irregularidades nas finanças e nas contas da Junta. Depois, gorada esta via, enveredaram pelo boicote, demitindo-se dos seus mandatos e provocando a queda da assembleia e da Junta e a realização de eleições antecipadas.
Eugénio Pisco destaca a transferência de votos do PSD para o PS. Segundo o dirigente do PCP, o PSD apenas apresentou lista formalmente, no último dia e com dados incompletos. Na campanha, o PSD apenas se viu no último dia. Eugénio Pisco recorda que desde o momento da apresentação das listas que se percebeu que o PSD ia procurar reforçar a votação no PS e deste modo tentar derrotar a CDU, apesar de nunca o ter feito formalmente ou por escrito.
Quanto ao PS, contou com o apoio da estrutura concelhia, inclusivamente de alguns vereadores da Câmara Municipal, que participaram em algumas iniciativas. Apesar de sempre procurar difundir a ideia da existência de profundas discordâncias entre a estrutura concelhia e de freguesia, o PS agiu sempre de forma concertada, denuncia Eugénio Pisco. O dirigente do PCP lembra que a própria Câmara Municipal sempre dificultou a acção da Junta de Freguesia. Exemplo disto é o atraso na entrada em funcionamento da estação elevatória, que está pronta, e das deficiências ao nível da limpeza urbana. A própria demissão dos elementos do PS dá-se num momento em que se iniciava uma obra importante para a freguesia: a recuperação do largo central de Alcanhões.
Com este resultado, a CDU alcança o principal objectivo a que se propôs na campanha para estas eleições intercalares: a estabilidade e coesão do executivo, exactamente o que falhou no executivo anterior e que provocou as eleições antecipadas.
As eleições foram provocadas após a demissão dos membros do PS e do PSD, que juntos tinham a maioria dos eleitos, quer na assembleia quer na Junta de freguesia. Apesar de a CDU ter sido a força mais votada em 2001, PS e PSD impuseram um executivo formado pelo presidente (eleito pela CDU) e pelos primeiros candidatos dos dois partidos.
Em declarações ao Avante!, Eugénio Pisco, responsável pela organização concelhia de Santarém do PCP, recorda que toda a acção dos dois elementos do PS e do PSD foi tendente a paralisar e inviabilizar a acção da Junta de Freguesia. Primeiro, através da difusão de suspeitas de alegadas irregularidades nas finanças e nas contas da Junta. Depois, gorada esta via, enveredaram pelo boicote, demitindo-se dos seus mandatos e provocando a queda da assembleia e da Junta e a realização de eleições antecipadas.
Eugénio Pisco destaca a transferência de votos do PSD para o PS. Segundo o dirigente do PCP, o PSD apenas apresentou lista formalmente, no último dia e com dados incompletos. Na campanha, o PSD apenas se viu no último dia. Eugénio Pisco recorda que desde o momento da apresentação das listas que se percebeu que o PSD ia procurar reforçar a votação no PS e deste modo tentar derrotar a CDU, apesar de nunca o ter feito formalmente ou por escrito.
Quanto ao PS, contou com o apoio da estrutura concelhia, inclusivamente de alguns vereadores da Câmara Municipal, que participaram em algumas iniciativas. Apesar de sempre procurar difundir a ideia da existência de profundas discordâncias entre a estrutura concelhia e de freguesia, o PS agiu sempre de forma concertada, denuncia Eugénio Pisco. O dirigente do PCP lembra que a própria Câmara Municipal sempre dificultou a acção da Junta de Freguesia. Exemplo disto é o atraso na entrada em funcionamento da estação elevatória, que está pronta, e das deficiências ao nível da limpeza urbana. A própria demissão dos elementos do PS dá-se num momento em que se iniciava uma obra importante para a freguesia: a recuperação do largo central de Alcanhões.
Com este resultado, a CDU alcança o principal objectivo a que se propôs na campanha para estas eleições intercalares: a estabilidade e coesão do executivo, exactamente o que falhou no executivo anterior e que provocou as eleições antecipadas.