Recuo de mais de vinte anos
A Comissão Coordenadora da CDU da Cidade de Lisboa foi constituída há um mês, no 1.º Encontro da CDU da capital. A Coligação Democrática Unitária é agora recriada para os combates que aí vêm. Aqui se conjuga a acção do PCP, do PEV, da Intervenção Democrática e de cidadãos independentes.
Na primeira reunião da Coordenadora foram analisadas as questões relativas à Cidade de Lisboa hoje e à intervenção política da CDU, designadamente no que se refere à situação actual da Cidade, perigos e perspectivas, direcções do trabalho político e criação de Grupos de Trabalho temáticos.
Foi traçado o diagnóstico da actual situação, em que predomina, da parte do presidente da CML e seus «acólitos», o espectáculo, o folclore, o show-off em vez de uma política estruturante e séria para o desenvolvimento da cidade.
A situação de Lisboa hoje caracteriza-se, essencialmente, pelo recuo de mais de vinte anos em matérias tão importantes como o planeamento, uma bandeira e um objectivo conseguidos pela esquerda, hoje trucidado pela incapacidade de Santana Lopes e da sua equipa de lidarem com o modelo democrático, preferindo a decisão casuística e «a pedido», como foi sublinhado durante a reunião.
A esta situação, a CDU contrapõe desde já a criação de nove grupos de trabalho, que vão funcionar de imediato e preparar a estrutura de um projecto alternativo para desenvolver a cidade a partir da situação presente.
Esses grupos estão abertos à participação de todos os activistas da CDU e são especializados nas seguintes temáticas: Urbanismo; Acessibilidades e Transportes; Habitação e Reabilitação Urbana; Ambiente, Áreas Verdes e Espaço Público; Intervenção Social e Saúde; Educação; Cultura e Património Cultural; Associativismo e Desporto; Juventude; Macro-Estrutura, Recursos Humanos do Município e Empresas Municipais; Actividades Económicas.
Para próxima decisão ficaram ainda as propostas de criação de mais alguns grupos de trabalho, como, por exemplo, Economia e Finanças Autárquicas, Participação Popular e das Freguesias na elaboração dos projectos estratégicos para a Cidade, A Propaganda da CML e a Cidade: da ficção à realidade actual de Lisboa, entre outros.
Foi ainda estabelecido um calendário mínimo de intervenção e de obtenção de resultados da parte de cada grupo de trabalho, tendo como pano de fundo os 17 meses que ainda (e só) faltam para as eleições autárquicas.
Próximos combates
Foram de imediato identificados dois combates duros: o da implantação da estrutura da CDU e da sua ligação à Cidade, aos bairros, à população; e o da denúncia da sistemática demagogia e da política-espectáculo que caracteriza o actual modelo tutelado por Santana Lopes e seus apaniguados, designadamente na comunicação social. Por exemplo: há duas semanas, numa revista nova de nome meteorológico, é afirmado que na Assembleia Municipal de Lisboa, e por não ter maioria que o apoie, Santana Lopes tem feito «baixar muitos dossiers às comissões especializadas… Nada mais falso. Nada mais ignorante. A verdade é bem outra. Primeiro: não é Santana que decide ali se as questões baixam ou não às comissões: é a própria assembleia, que, como se sabe, é soberana; segundo: os dossiers baixam às comissões porque vão mal preparados quando vêm da Câmara. Aliás, nas próprias sessões de Câmara isso está a acontecer: os dossiers são frequentemente retirados pelo próprio Santana Lopes por virem mal preparados. Incompetência, é o que se chama a isso.
Razão para o PCP
A RTP acaba de ser censurada pela Alta Autoridade para a Comunicação Social, sendo-lhe recomendado que deve manter o seu dever de imparcialidade. Os factos são os seguintes: em fins de Abril, numa sessão da Assembleia Municipal, a RTP cometeu em reportagem erro grave de falta de isenção em prejuízo do PCP e, mais grave, cometeu a falta de imparcialidade. O PCP recorreu à ACCS, que acabou por recomendar à RTP o cumprimento dos seus deveres de operador público de televisão.
Na primeira reunião da Coordenadora foram analisadas as questões relativas à Cidade de Lisboa hoje e à intervenção política da CDU, designadamente no que se refere à situação actual da Cidade, perigos e perspectivas, direcções do trabalho político e criação de Grupos de Trabalho temáticos.
Foi traçado o diagnóstico da actual situação, em que predomina, da parte do presidente da CML e seus «acólitos», o espectáculo, o folclore, o show-off em vez de uma política estruturante e séria para o desenvolvimento da cidade.
A situação de Lisboa hoje caracteriza-se, essencialmente, pelo recuo de mais de vinte anos em matérias tão importantes como o planeamento, uma bandeira e um objectivo conseguidos pela esquerda, hoje trucidado pela incapacidade de Santana Lopes e da sua equipa de lidarem com o modelo democrático, preferindo a decisão casuística e «a pedido», como foi sublinhado durante a reunião.
A esta situação, a CDU contrapõe desde já a criação de nove grupos de trabalho, que vão funcionar de imediato e preparar a estrutura de um projecto alternativo para desenvolver a cidade a partir da situação presente.
Esses grupos estão abertos à participação de todos os activistas da CDU e são especializados nas seguintes temáticas: Urbanismo; Acessibilidades e Transportes; Habitação e Reabilitação Urbana; Ambiente, Áreas Verdes e Espaço Público; Intervenção Social e Saúde; Educação; Cultura e Património Cultural; Associativismo e Desporto; Juventude; Macro-Estrutura, Recursos Humanos do Município e Empresas Municipais; Actividades Económicas.
Para próxima decisão ficaram ainda as propostas de criação de mais alguns grupos de trabalho, como, por exemplo, Economia e Finanças Autárquicas, Participação Popular e das Freguesias na elaboração dos projectos estratégicos para a Cidade, A Propaganda da CML e a Cidade: da ficção à realidade actual de Lisboa, entre outros.
Foi ainda estabelecido um calendário mínimo de intervenção e de obtenção de resultados da parte de cada grupo de trabalho, tendo como pano de fundo os 17 meses que ainda (e só) faltam para as eleições autárquicas.
Próximos combates
Foram de imediato identificados dois combates duros: o da implantação da estrutura da CDU e da sua ligação à Cidade, aos bairros, à população; e o da denúncia da sistemática demagogia e da política-espectáculo que caracteriza o actual modelo tutelado por Santana Lopes e seus apaniguados, designadamente na comunicação social. Por exemplo: há duas semanas, numa revista nova de nome meteorológico, é afirmado que na Assembleia Municipal de Lisboa, e por não ter maioria que o apoie, Santana Lopes tem feito «baixar muitos dossiers às comissões especializadas… Nada mais falso. Nada mais ignorante. A verdade é bem outra. Primeiro: não é Santana que decide ali se as questões baixam ou não às comissões: é a própria assembleia, que, como se sabe, é soberana; segundo: os dossiers baixam às comissões porque vão mal preparados quando vêm da Câmara. Aliás, nas próprias sessões de Câmara isso está a acontecer: os dossiers são frequentemente retirados pelo próprio Santana Lopes por virem mal preparados. Incompetência, é o que se chama a isso.
Razão para o PCP
A RTP acaba de ser censurada pela Alta Autoridade para a Comunicação Social, sendo-lhe recomendado que deve manter o seu dever de imparcialidade. Os factos são os seguintes: em fins de Abril, numa sessão da Assembleia Municipal, a RTP cometeu em reportagem erro grave de falta de isenção em prejuízo do PCP e, mais grave, cometeu a falta de imparcialidade. O PCP recorreu à ACCS, que acabou por recomendar à RTP o cumprimento dos seus deveres de operador público de televisão.