Agricultores preocupados com reflorestação

CNA responsabiliza Governo

A CNA acusa o Governo de pouco fazer na prevenção dos incêndios florestais, e de ter responsabilizado as autarquias sem lhes atribuir meios financeiros.

Os Planos Regionais de Ordenamento Florestal continuam atrasados

«Em relação àquilo que já antes havia, e para além da abundante legislação que têm produzido, o facto é que, na prática muito pouco o Governo avançou nesta matéria», denuncia, na passada semana, em comunicado, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Mais, segundo os agricultores, as autarquias «estão a ser acometidas de responsabilidades sem saberem com que meios as vão cumprir», porque «o Governo nada diz, de concreto, quanto à sua atribuição». Segundo o documento, os Planos Regionais de Ordenamento Florestal «continuam atrasados», e «o Governo ainda não garante os meios financeiros indispensáveis à respectiva execução prática».
Essas novas responsabilidades, das câmaras e juntas de freguesia, decorrem da lei que cria as Comissões Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios e da proposta de lei para o Sistema Nacional de Prevenção e Protecção da Floresta Contra Incêndios.
Entretanto, no documento da confederação, os agricultores questionam qual o destino que está a ser dado às receitas do Fundo Florestal Permanente, que renderão cerca de 35 milhões de euros no ano corrente.
Mais, face à situação actual, e perante o receio de se repetirem as «tragédias causadas pelos fogos florestais», a CNA «responsabiliza o Governo pelos atrasos das indemnizações, e pelas prévias más consequências».

Política penalizadora

Dias antes, a CNA denunciou e alertou para a proposta da Comissão Europeia que visa acabar com as ajudas financeiras para o azeite, tabaco, algodão e lúpulo.
«A importância económica e social desta actividade é enorme para o nosso País e o desligamento trará graves consequências e reflexos a nível do emprego, abandono, desertificação e economia do mundo rural», afirmam os agricultores sublinhando que Portugal precisa, ao contrário do que se tem feito, «de aumentar o grau de soberania alimentar, de produzir com segurança e qualidade e a preços justos e compensadores para os trabalhadores».


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