Esquerda europeia funda partido
Perto de 300 delegados em representação de dezena e meia de partidos de esquerda, na maioria comunistas, reuniram-se em Roma neste fim-de-semana para fundar oficialmente o Partido da Esquerda Europeia.
Delegação do PCP esteve presente em Roma como observador
Uma delegação do PCP, composta por Albano Nunes, do Secretariado do Partido, e por Pedro Guerreiro, do Comité Central e candidato ao Parlamento Europeu, participou nos trabalhos na qualidade de observador.
Apesar de ter sido convidado a integrar o Partido da Esquerda Europeia, o PCP manteve-se como observador do processo, considerando que «esta sua posição é a que melhor serve a agregação futura das forças que têm estado no Grupo Unitário da Esquerda Unitária/Verde Nórdica».
Em nota distribuída à imprensa, recorda-se que o PCP deu «uma contribuição determinante para a fundação do Grupo (que é hoje, pela sua representação, o quarto grupo no Parlamento Europeu), privilegiou a elaboração de uma plataforma comum com vista às próximas eleições europeias, a qual conta já com o apoio de 14 partidos comunistas e de outras forças de esquerda, muitas das quais não integram o Partido da Esquerda Europeia», agora criado.
Segundo se lê no Comunicado do Comité Central, da passada segunda-feira, «o PCP reitera a convicção de que o reforço dos laços de cooperação e solidariedade entre partidos comunistas e outras forças de esquerda e progressistas, pressupõe o respeito pelos princípios de igualdade, soberania e não ingerência nos assuntos internos».
Notando que «só soluções unitárias, bem ponderadas e orientadas para a acção comum ou convergente podem responder às exigências da actual situação», o PCP considera que «o processo que conduziu neste fim-de-semana em Roma, à constituição do Partido de Esquerda Europeia, apesar dos avanços verificados nos textos, não responde a estas preocupações», motivo pelo qual, «embora tendo acompanhado e participado na primeira fase da discussão, não integra o partido que acaba de ser formalizado».
A presença em Roma de uma delegação do PCP, prossegue o comunicado, «expressa essencialmente a vontade de prosseguir as relações tradicionais com outros partidos» contribuindo «para a unidade na acção dos partidos comunistas e das forças e partidos de esquerda».
Partidos fundadores
Segundo os estatutos e o manifesto aprovados no congresso de Roma, o PEE propõe-se respeitar a soberania dos partidos nacionais que o integram, apresentando-se como um espaço aberto, onde as decisões serão tomadas por consenso.
Entre os fundadores estão partidos «de inspiração comunista, socialista, feminista e ecológica», designadamente: Partido Comunista da Áustria (KPOE); Partido Social-Democrata da República Checa (SDS); Partido Trabalhista Social-Democrata da Estónia (ESDTP); Partido Comunista Francês (PCF); Partido Social-Democrata Alemão (PDS); Synaspismos (Grécia); Partido dos Trabalhadores da Hungria (Munkaspart) ; Partido da Refundação Comunista (PRC, Itália); Partido da Aliança Socialista da Roménia (SAP); Partido da Refundação Comunista de San Marino (PRC); Partido Comunista da Eslováquia (KSS); Esquerda Unida (IU, Espanha); Partido Comunista da Espanha (PCE); Esquerda Unida Alternativa da Catalunha (Euia, Espanha); Partido Suíço do Trabalho (PST).
O Partido Comunista da Boémia e Morávia, tendo participado do Congresso, votou contra a criação do PEE, suspendendo sua participação. Estiveram ainda presentes como observadores o Akel, de Chipre, o Partido dos Comunistas Italianos (PdCI) e a Esquerda do Luxemburgo (Dei-Lenk).
Como convidados, estiveram presentes cerca de 20 delegações, entre as quais, do Partido Comunista do Brasil, Partido Comunista Iraquiano, Partido Comunista Israelita e Coligação Democrática Palestiniana, Aliança Nórdica Verde de Esquerda (que congrega cinco partidos da Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Islândia).
O secretário-geral do PRC italiano, Fausto Bertinotti, foi eleito presidente do Partido da Esquerda Europeia.
Apesar de ter sido convidado a integrar o Partido da Esquerda Europeia, o PCP manteve-se como observador do processo, considerando que «esta sua posição é a que melhor serve a agregação futura das forças que têm estado no Grupo Unitário da Esquerda Unitária/Verde Nórdica».
Em nota distribuída à imprensa, recorda-se que o PCP deu «uma contribuição determinante para a fundação do Grupo (que é hoje, pela sua representação, o quarto grupo no Parlamento Europeu), privilegiou a elaboração de uma plataforma comum com vista às próximas eleições europeias, a qual conta já com o apoio de 14 partidos comunistas e de outras forças de esquerda, muitas das quais não integram o Partido da Esquerda Europeia», agora criado.
Segundo se lê no Comunicado do Comité Central, da passada segunda-feira, «o PCP reitera a convicção de que o reforço dos laços de cooperação e solidariedade entre partidos comunistas e outras forças de esquerda e progressistas, pressupõe o respeito pelos princípios de igualdade, soberania e não ingerência nos assuntos internos».
Notando que «só soluções unitárias, bem ponderadas e orientadas para a acção comum ou convergente podem responder às exigências da actual situação», o PCP considera que «o processo que conduziu neste fim-de-semana em Roma, à constituição do Partido de Esquerda Europeia, apesar dos avanços verificados nos textos, não responde a estas preocupações», motivo pelo qual, «embora tendo acompanhado e participado na primeira fase da discussão, não integra o partido que acaba de ser formalizado».
A presença em Roma de uma delegação do PCP, prossegue o comunicado, «expressa essencialmente a vontade de prosseguir as relações tradicionais com outros partidos» contribuindo «para a unidade na acção dos partidos comunistas e das forças e partidos de esquerda».
Partidos fundadores
Segundo os estatutos e o manifesto aprovados no congresso de Roma, o PEE propõe-se respeitar a soberania dos partidos nacionais que o integram, apresentando-se como um espaço aberto, onde as decisões serão tomadas por consenso.
Entre os fundadores estão partidos «de inspiração comunista, socialista, feminista e ecológica», designadamente: Partido Comunista da Áustria (KPOE); Partido Social-Democrata da República Checa (SDS); Partido Trabalhista Social-Democrata da Estónia (ESDTP); Partido Comunista Francês (PCF); Partido Social-Democrata Alemão (PDS); Synaspismos (Grécia); Partido dos Trabalhadores da Hungria (Munkaspart) ; Partido da Refundação Comunista (PRC, Itália); Partido da Aliança Socialista da Roménia (SAP); Partido da Refundação Comunista de San Marino (PRC); Partido Comunista da Eslováquia (KSS); Esquerda Unida (IU, Espanha); Partido Comunista da Espanha (PCE); Esquerda Unida Alternativa da Catalunha (Euia, Espanha); Partido Suíço do Trabalho (PST).
O Partido Comunista da Boémia e Morávia, tendo participado do Congresso, votou contra a criação do PEE, suspendendo sua participação. Estiveram ainda presentes como observadores o Akel, de Chipre, o Partido dos Comunistas Italianos (PdCI) e a Esquerda do Luxemburgo (Dei-Lenk).
Como convidados, estiveram presentes cerca de 20 delegações, entre as quais, do Partido Comunista do Brasil, Partido Comunista Iraquiano, Partido Comunista Israelita e Coligação Democrática Palestiniana, Aliança Nórdica Verde de Esquerda (que congrega cinco partidos da Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Islândia).
O secretário-geral do PRC italiano, Fausto Bertinotti, foi eleito presidente do Partido da Esquerda Europeia.