Serviço em perigo
Durante uma vista à Portugal Telecom, Ilda Figueiredo alertou para o perigo de destruição da única operadora de telecomunicações que presta serviço público.
Directiva coloca multinacionais fora da alçada da legislação nacional
A eurodeputada do PCP considera que o futuro da Portugal Telecom está ameaçado caso venha a ser aprovada a proposta de directiva da Comissão Europeia que visa aprofundar a liberalização e prevê que a legislação aplicável a um operador estrangeiro seja a do seu país de origem e não a do Estado em que se instalou.
«Se uma operadora de outro país se instalar em Portugal e apanhar o nicho de mercado mais lucrativo, em pouco tempo destrói a PT, que é a única operadora de telecomunicações que presta serviço público», declarou Ilda Figueiredo à Agência Lusa, no final de uma visita à sede da empresa em Lisboa, realizada na sexta-feira, 16, durante a qual se reuniu com as ORT’s e representantes da administração.
Na mesma ocasião, António Roque, da comissão de trabalhadores, notou que «se a PT diminui ainda mais a sua parte no mercado, agrava-se mais a situação dos trabalhadores e o serviço para os próprios consumidores, principalmente os que beneficiam das condições de serviço público, como por exemplo a cobertura em zonas rurais, menos rentáveis, ou o serviço para os reformados».
Nos últimos anos a Portugal Telecom reduziu mais de 12 mil postos de trabalho e os trabalhadores temem que mais empregos possam ser extintos, sobretudo devido à política da empresa de deslocalizar serviços, como aconteceu com o serviço de despertar e com parte do serviço de informações, o 118, que já funcionam em Cabo Verde.
Da reunião com a administração da PT, Ilda Figueiredo concluiu que há razões para preocupação com a continuação e a viabilidade económica do serviço público, a que a PT está obrigada por lei, tendo de suportar designadamente 10 por cento da factura telefónica dos pensionistas.
No encontro foram ainda abordadas questões como os baixos níveis de investimento nas infra-estruturas, a deficiente prestação do serviço público e o impacto negativo da ANACOM, como entidade reguladora, que tem permitido tarifários e práticas pouco transparentes, negligenciando a qualidade e universalidade do serviço.
«Se uma operadora de outro país se instalar em Portugal e apanhar o nicho de mercado mais lucrativo, em pouco tempo destrói a PT, que é a única operadora de telecomunicações que presta serviço público», declarou Ilda Figueiredo à Agência Lusa, no final de uma visita à sede da empresa em Lisboa, realizada na sexta-feira, 16, durante a qual se reuniu com as ORT’s e representantes da administração.
Na mesma ocasião, António Roque, da comissão de trabalhadores, notou que «se a PT diminui ainda mais a sua parte no mercado, agrava-se mais a situação dos trabalhadores e o serviço para os próprios consumidores, principalmente os que beneficiam das condições de serviço público, como por exemplo a cobertura em zonas rurais, menos rentáveis, ou o serviço para os reformados».
Nos últimos anos a Portugal Telecom reduziu mais de 12 mil postos de trabalho e os trabalhadores temem que mais empregos possam ser extintos, sobretudo devido à política da empresa de deslocalizar serviços, como aconteceu com o serviço de despertar e com parte do serviço de informações, o 118, que já funcionam em Cabo Verde.
Da reunião com a administração da PT, Ilda Figueiredo concluiu que há razões para preocupação com a continuação e a viabilidade económica do serviço público, a que a PT está obrigada por lei, tendo de suportar designadamente 10 por cento da factura telefónica dos pensionistas.
No encontro foram ainda abordadas questões como os baixos níveis de investimento nas infra-estruturas, a deficiente prestação do serviço público e o impacto negativo da ANACOM, como entidade reguladora, que tem permitido tarifários e práticas pouco transparentes, negligenciando a qualidade e universalidade do serviço.