É o capitalismo, estúpido!
A acção «libertadora e humanitária» dos Estados Unidos está concluída e prenha de êxito: os mercados e a bolsa revigoraram-se com a guerra, o obsceno negócio da reconstrução está assegurado, o controlo do petróleo garantido, a concorrência posta à margem. Não se julgue porém que os tempos são de repouso ou de menos afazeres para o lado da administração de Bush. Trata-se agora de deitar mãos à estafante tarefa de distribuir lucros e satisfazer clientelas, sacudir as tímidas intromissões das Nações Unidas, designar um governo amigo e democrático que, para o ser, tenha como missão representar e promover os interesses dos Estados Unidos.
Perante o que salta à vista, e secundadas que vão ficando as falsas razões e pretextos que justificaram a invasão, o mais adequado comentário para em síntese definir esta cruzada agressora e os seus objectivo residirá talvez, não no conhecido «é a economia, estúpido!», mas sim na mais apropriada e rigorosa variante «é o capitalismo no seu melhor, estúpido». Empresas creditando pelo negócio da reconstrução o que outras, as mais das vezes as mesmas ou entre si associadas, facturaram pela venda do arsenal de guerra utilizado para destruir o que agora se aprestam a reconstruir, ainda por cima com pagamento assegurado pelos recursos energéticos de quem se viu destruído e simultaneamente pilhado dos mesmos é, seguramente, a melhor expressão daquela superioridade e motivação humanitária que o capitalismo e o imperialismo patenteia e perante o qual alguns se curvam.
Agora que as empresas de armamento, gastos e esgotados que foram os stocks de munições, bombas e mísseis que enervantemente se acumulavam sem utilidade nem proveito, rejubilam com novas e promissoras encomendas; agora que as empresas petrolíferas americanas podem finalmente tomar posse de tão ricos jazigos que com indesculpável desperdício teimosamente alguns mantinham subtraídos à empreendedora iniciativa privada ou indevidamente entregue a interesses concorrentes; agora que as multinacionais da construção podem finalmente começar a reconstruir o que estupidamente se preservava construído; agora que o negócio promete, apenas uma razão mantém consternado aquele círculo instalado na Casa Branca: a de não terem podido, por falta de tempo e oportunidade, usar aquela nova maravilha da tecnologia americana, de nome MOAB, a mãe de todas as bombas, digna sucessora do que de mais destrutivo as bombas de Hiroshima e Nagasaki foram percursoras.
Perante o que salta à vista, e secundadas que vão ficando as falsas razões e pretextos que justificaram a invasão, o mais adequado comentário para em síntese definir esta cruzada agressora e os seus objectivo residirá talvez, não no conhecido «é a economia, estúpido!», mas sim na mais apropriada e rigorosa variante «é o capitalismo no seu melhor, estúpido». Empresas creditando pelo negócio da reconstrução o que outras, as mais das vezes as mesmas ou entre si associadas, facturaram pela venda do arsenal de guerra utilizado para destruir o que agora se aprestam a reconstruir, ainda por cima com pagamento assegurado pelos recursos energéticos de quem se viu destruído e simultaneamente pilhado dos mesmos é, seguramente, a melhor expressão daquela superioridade e motivação humanitária que o capitalismo e o imperialismo patenteia e perante o qual alguns se curvam.
Agora que as empresas de armamento, gastos e esgotados que foram os stocks de munições, bombas e mísseis que enervantemente se acumulavam sem utilidade nem proveito, rejubilam com novas e promissoras encomendas; agora que as empresas petrolíferas americanas podem finalmente tomar posse de tão ricos jazigos que com indesculpável desperdício teimosamente alguns mantinham subtraídos à empreendedora iniciativa privada ou indevidamente entregue a interesses concorrentes; agora que as multinacionais da construção podem finalmente começar a reconstruir o que estupidamente se preservava construído; agora que o negócio promete, apenas uma razão mantém consternado aquele círculo instalado na Casa Branca: a de não terem podido, por falta de tempo e oportunidade, usar aquela nova maravilha da tecnologia americana, de nome MOAB, a mãe de todas as bombas, digna sucessora do que de mais destrutivo as bombas de Hiroshima e Nagasaki foram percursoras.