Secundário volta à rua dia 19
No dia 19 de Fevereiro, os estudantes do ensino secundário fazem greve às aulas e participam em acções de rua em todo o País.
Os estudantes do ensino básico e secundário retomam a contestação ao Governo a 19 de Fevereiro, num dia nacional de luta descentralizada, com acções em todas as capitais de distrito. A decisão foi tomada no sábado, no Encontro Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário, que se realizou na Escola António Arroio, em Lisboa.
As 58 associações de estudantes que participaram na reunião consideram que «o actual estado da educação exige das associações de estudantes um esforço na resposta a dar. O Governo quer avançar com medidas extremamente gravosas para os estudantes em geral. Temos de dar um combate efectivo.»
Num comunicado à imprensa, os representantes dos estudantes afirmam que, depois de quatro anos de grande acções de luta em que participaram centenas de milhar de estudantes, «os motivos da nossa luta são agora mais reconhecidos por diversos sectores da sociedade e os sucessivos governos sentem desgaste face às grandes manifestações».
«A luta mostra-se como a única forma possível de vermos os nossos interesses efectivados», sustentam as AEs, acrescentando que «foi através da luta que conseguimos adiar a revisão curricular do Governo do PS e que a lei da educação sexual fosse regulamentada, para além de muitas conquistas relacionadas com aspectos concretos em cada uma das escolas», como a melhoria de condições e a criação de gabinetes de apoio à sexualidade.
Reivindicações
Os estudantes exigem a suspensão imediata da revisão curricular, considerando que esta obriga os estudantes a tomar uma decisão demasiado precoce sobre a sua carreira de estudo e que este novo sistema divide as modalidades de ensino em modelos rígidos e estanques.
Ao mesmo tempo, protestam contra o conteúdo da Lei de Bases da Educação, o fim da segunda fase de exames nacionais (época de Setembro), o estabelecimento de uma nota mínima de 9,5 valores nos exames nacionais que sirvam de provas de ingresso do ensino superior e a criação de exames nacionais no 9.º ano
Outras reivindicações passam pela aplicação da educação sexual em todo o País de forma interdisciplinar e a melhoria das condições materiais e humanas das escolas.
As 58 associações de estudantes que participaram na reunião consideram que «o actual estado da educação exige das associações de estudantes um esforço na resposta a dar. O Governo quer avançar com medidas extremamente gravosas para os estudantes em geral. Temos de dar um combate efectivo.»
Num comunicado à imprensa, os representantes dos estudantes afirmam que, depois de quatro anos de grande acções de luta em que participaram centenas de milhar de estudantes, «os motivos da nossa luta são agora mais reconhecidos por diversos sectores da sociedade e os sucessivos governos sentem desgaste face às grandes manifestações».
«A luta mostra-se como a única forma possível de vermos os nossos interesses efectivados», sustentam as AEs, acrescentando que «foi através da luta que conseguimos adiar a revisão curricular do Governo do PS e que a lei da educação sexual fosse regulamentada, para além de muitas conquistas relacionadas com aspectos concretos em cada uma das escolas», como a melhoria de condições e a criação de gabinetes de apoio à sexualidade.
Reivindicações
Os estudantes exigem a suspensão imediata da revisão curricular, considerando que esta obriga os estudantes a tomar uma decisão demasiado precoce sobre a sua carreira de estudo e que este novo sistema divide as modalidades de ensino em modelos rígidos e estanques.
Ao mesmo tempo, protestam contra o conteúdo da Lei de Bases da Educação, o fim da segunda fase de exames nacionais (época de Setembro), o estabelecimento de uma nota mínima de 9,5 valores nos exames nacionais que sirvam de provas de ingresso do ensino superior e a criação de exames nacionais no 9.º ano
Outras reivindicações passam pela aplicação da educação sexual em todo o País de forma interdisciplinar e a melhoria das condições materiais e humanas das escolas.