Holanda corta subsídio
O ensino da língua e da cultura portuguesas está em risco na Holanda. Afectados directamente serão os filhos dos emigrantes portugueses residentes naquele país, isto caso se concretize a declarada intenção do governo neerlandês de acabar, a partir de Agosto próximo, com o subsídio actualmente concedido para o ensino do português.
E a grande questão é que, posta perante o problema pela eurodeputada comunista Ilda Figueiredo, em pergunta escrita que lhe dirigiu, a Comissão lava as suas mãos invocando para o efeito o artigo 149.º do Tratado CE no qual se determina que os Estados-Membro são responsáveis «pelo conteúdo do ensino e pela organização do sistema educativo».
A Comissão entendeu assim, com base neste articulado, prestar a informação à eurodeputada comunista de que não está em «condições de tomar medidas» que impeçam a discriminação dos portugueses e dos filhos.
O que quer dizer, por outras palavras, que a Comissão não encara como problema seu a possibilidade de vir a ser vedado aos portugueses emigrados nos Países Baixos, bem como aos seus filhos, o ensino do português que é uma língua oficial da União Europeia e uma das mais faladas do mundo.
E esta, sim, é a questão substantiva, de pouco valendo – porque sem tradução prática - que a Comissão, na resposta a Ilda Figueiredo, venha dizer que «está empenhada na promoção e diversidade linguística e da aprendizagem das línguas».
E a grande questão é que, posta perante o problema pela eurodeputada comunista Ilda Figueiredo, em pergunta escrita que lhe dirigiu, a Comissão lava as suas mãos invocando para o efeito o artigo 149.º do Tratado CE no qual se determina que os Estados-Membro são responsáveis «pelo conteúdo do ensino e pela organização do sistema educativo».
A Comissão entendeu assim, com base neste articulado, prestar a informação à eurodeputada comunista de que não está em «condições de tomar medidas» que impeçam a discriminação dos portugueses e dos filhos.
O que quer dizer, por outras palavras, que a Comissão não encara como problema seu a possibilidade de vir a ser vedado aos portugueses emigrados nos Países Baixos, bem como aos seus filhos, o ensino do português que é uma língua oficial da União Europeia e uma das mais faladas do mundo.
E esta, sim, é a questão substantiva, de pouco valendo – porque sem tradução prática - que a Comissão, na resposta a Ilda Figueiredo, venha dizer que «está empenhada na promoção e diversidade linguística e da aprendizagem das línguas».