De la Rúa ameaçado de prisão
O ex-presidente argentino, Fernado De la Rua, é acusado de subornar deputados, em Abril de 2000, para garantir a aprovação da reforma da lei laboral.
O escândalo rebentou na passada sexta-feira, quando o ex-secretário do Senado, Mario Pontaquarto, confessando-se arrependido, revelou à revista TXT ter recebido a ordem de De la Rúa para pagar 5 milhões de dólares a um grupo de senadores para conseguir a aprovação da referida legislação, exigida pelo FMI.
Documentos comprovativos, bem como a eventual lista dos implicados, foram apresentados esta semana ao juiz Norberto Oyarbide. Segundo a imprensa, as provas comprometem ministros do governo de Rúa, e deputados e governadores dos dois maiores partidos do país, a União Cívica Radical (UCR) e o Justicialista (Peronista).
O líder do partido Alternativa por uma República Igualitária (ARI), Elisa Carrió, pediu já a prisão de La Rúa, o que a verificar-se poderá colocá-lo numa posição bem pior do que a de Carlos Menem, também ex-presidente acusado de corrupção, que durante cinco meses esteve em prisão domiciliar. Esta pena ligeira deveu-se ao facto de Menem ter mais de 70 anos, o que não é o caso de Rúa, que conta 66 anos.
O escândalo rebentou na passada sexta-feira, quando o ex-secretário do Senado, Mario Pontaquarto, confessando-se arrependido, revelou à revista TXT ter recebido a ordem de De la Rúa para pagar 5 milhões de dólares a um grupo de senadores para conseguir a aprovação da referida legislação, exigida pelo FMI.
Documentos comprovativos, bem como a eventual lista dos implicados, foram apresentados esta semana ao juiz Norberto Oyarbide. Segundo a imprensa, as provas comprometem ministros do governo de Rúa, e deputados e governadores dos dois maiores partidos do país, a União Cívica Radical (UCR) e o Justicialista (Peronista).
O líder do partido Alternativa por uma República Igualitária (ARI), Elisa Carrió, pediu já a prisão de La Rúa, o que a verificar-se poderá colocá-lo numa posição bem pior do que a de Carlos Menem, também ex-presidente acusado de corrupção, que durante cinco meses esteve em prisão domiciliar. Esta pena ligeira deveu-se ao facto de Menem ter mais de 70 anos, o que não é o caso de Rúa, que conta 66 anos.