Liberalização ou concentração monopolista?
Umas das consequências – escondida pela direita, programada pelo capital, denunciada pelo PCP - das liberalizações decididas a nível europeu é a concentração dos sectores estratégicos do conjunto dos países da UE nas mãos do grande capital europeu.
Um bom exemplo disso é o sector de transportes e logística. A tralha ideológica neoliberal foi utilizada em todos os países da mesma forma: as maravilhas da concorrência; a competição a produzir competividade, a reduzir custos para os utentes e melhorar os serviços, etc.
Mas à medida que os mercados se «liberalizavam», as companhias iam sendo privatizadas, compradas e recompradas, terminando por ser absorvidas pelas grandes empresas multinacionais.
Não por acaso, os dois maiores operadores mundiais na área da logística e transportes passaram a ser alemães (Deustche Post DHL e a DB), que juntos representam já o grosso do sector na Europa.
Aparentemente contrariando o argumentário neoliberal, mas de facto demonstrando o carácter imperialista do processo, estas duas empresas são no essencial ainda controladas por capital do próprio Estado Alemão, aqui utilizado ao serviço da conjunto da classe capitalista alemã - ou não fosse o sector de transportes e logística um sector chave para uma burguesia como a alemã e para os projectos de domínio que tem sobre toda a economia europeia.
Dois factos recentes, em empresas a operar em Portugal, vêm confirmar este caminho: a DB acaba de tomar o controlo dos TST e de entrar no capital do grupo Barraqueiro e do Metro do Porto, ao mesmo tempo que se intensificam as notícias do seu interesse na CP Carga. E não tenhamos dúvidas: é esse o destino final do grosso das empresas estratégicas a privatizar (e as restantes serão pura e simplesmente destruídas).
Este caminho tem sido responsável pela perda de soberania nacional, pela liquidação do aparelho produtivo e pela subordinação do desenvolvimento económico nacional aos interesses das grandes multinacionais europeias.
Então, e perante os factos objectivos que ilustram a concentração monopolista, como qualificar os que insistem nas teses da «liberalização» e da «concorrência»? Simplesmente, como traidores.
Traidores que só a luta dos trabalhadores poderá impedir de consumarem a sua abjecta missão!
Um bom exemplo disso é o sector de transportes e logística. A tralha ideológica neoliberal foi utilizada em todos os países da mesma forma: as maravilhas da concorrência; a competição a produzir competividade, a reduzir custos para os utentes e melhorar os serviços, etc.
Mas à medida que os mercados se «liberalizavam», as companhias iam sendo privatizadas, compradas e recompradas, terminando por ser absorvidas pelas grandes empresas multinacionais.
Não por acaso, os dois maiores operadores mundiais na área da logística e transportes passaram a ser alemães (Deustche Post DHL e a DB), que juntos representam já o grosso do sector na Europa.
Aparentemente contrariando o argumentário neoliberal, mas de facto demonstrando o carácter imperialista do processo, estas duas empresas são no essencial ainda controladas por capital do próprio Estado Alemão, aqui utilizado ao serviço da conjunto da classe capitalista alemã - ou não fosse o sector de transportes e logística um sector chave para uma burguesia como a alemã e para os projectos de domínio que tem sobre toda a economia europeia.
Dois factos recentes, em empresas a operar em Portugal, vêm confirmar este caminho: a DB acaba de tomar o controlo dos TST e de entrar no capital do grupo Barraqueiro e do Metro do Porto, ao mesmo tempo que se intensificam as notícias do seu interesse na CP Carga. E não tenhamos dúvidas: é esse o destino final do grosso das empresas estratégicas a privatizar (e as restantes serão pura e simplesmente destruídas).
Este caminho tem sido responsável pela perda de soberania nacional, pela liquidação do aparelho produtivo e pela subordinação do desenvolvimento económico nacional aos interesses das grandes multinacionais europeias.
Então, e perante os factos objectivos que ilustram a concentração monopolista, como qualificar os que insistem nas teses da «liberalização» e da «concorrência»? Simplesmente, como traidores.
Traidores que só a luta dos trabalhadores poderá impedir de consumarem a sua abjecta missão!