Os primeiros presos comunistas
No Congresso da fundação da Internacional das Juventudes Comunistas realizado em Berlim, entre 20 e 26 de Novembro de 1919, foi deliberado comemorar-se anualmente o Dia Mundial da Juventude, no primeiro domingo do mês de Setembro.
Por tal motivo, em Portugal, a primeira Junta Nacional das Juventudes Comunistas, constituída em Julho de 1921, tendo já contactos com a IJC, decidiu promover uma grande campanha de agitação, com afixação de cartazes nas ruas e nas fábricas de Lisboa, assinalando a data, domingo - 4 de Setembro de 1921.
O entusiasmo e voluntarismo desses jovens pioneiros na difusão dos princípios da IJC em Portugal, mobilizou-os a tal ponto que, recebendo os materiais de agitação da Alemanha, não hesitaram em distribuir os manifestos doutrinários e afixar os cartazes, impressos a vermelho mas..., escritos em alemão.
Estamos seguros que não terá sido a leitura dos textos germânicos pelos polícias de giro o motivo da operação repressiva entretanto desencadeada pelo recém criado Governo de António Granjo, em 30 de Agosto de 1921. A classe dominante no seu todo e o democratíssimo regime republicano da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, estavam atentos e acossados pela agressividade crescente das massas populares. E a vaga de prisões que se abateu sobre os jovens comunistas portugueses, a pretexto da campanha de agitação do Dia Mundial da Juventude, traduz muito mais o propósito de matar os coelhos à saída da toca e atemorizar os eventuais simpatizantes comunistas recém nascidos em Portugal, do que o perigo real que na época representavam como organização política. Muitos dos que foram presos na jornada de Setembro de 1921, nem 9estavam em acção de rua, situação tipificada pelas circunstâncias que envolveram a detenção do jovem torneiro mecânico José de Sousa (Coelho) a quem um polícia deu voz de prisão como «perigoso sindicalista» quando, rodeado de alguns amigos, conversava numa mesa do Café «O Colonial».
Nesse dia, foram presos 12 membros das Juventudes Comunistas, posteriormente encarcerados na Cadeia do Limoeiro e no Forte de São Julião da Barra. Onze rumaram às masmorras vizinhas da Sé: Armando Ramos, Manuel Francisco Roque Júnior, Guilherme de Castro, Joaquim José Godinho, Sebastião Lourenço, Manuel da Silva Costa, Jorge da Silva Pinheiro, Joaquim Rodrigues, José Madeira Rodrigues e Matias José Sequeira, todos membros das Juventudes Comunistas. Mas destino diverso teve José de Sousa (Coelho), a quem foi reservado um cárcere na «fortaleza de alta segurança», situada na embocadura do Tejo.
De imediato se constituiu uma Comissão Pró - Presos Comunistas que dinamizou uma campanha de solidariedade e apoio aos jovens comunistas presos, com listas de subscrição. E, nessa «prisão preventiva», de detidos sem culpa formada, permaneceram longas semanas até 19 de Outubro de 1921, data da insurreição militar que alterou o seu destino. Na tarde desse dia, na sede do PCP, foi constituída uma comissão que, integrando os camaradas Nascimento Cunha, Victor Martins, Carlos de Araújo, Eduardo Freitas, Ferreira Godinho, António Augusto e José Corvo, se avistou com os revoltosos acampados na Rotunda, iniciando-se as negociações tendentes à libertação dos jovens comunistas presos, cuja primeira experiência prisional se consumou ao cair da noite de 20 de Outubro de 1921.
Por tal motivo, em Portugal, a primeira Junta Nacional das Juventudes Comunistas, constituída em Julho de 1921, tendo já contactos com a IJC, decidiu promover uma grande campanha de agitação, com afixação de cartazes nas ruas e nas fábricas de Lisboa, assinalando a data, domingo - 4 de Setembro de 1921.
O entusiasmo e voluntarismo desses jovens pioneiros na difusão dos princípios da IJC em Portugal, mobilizou-os a tal ponto que, recebendo os materiais de agitação da Alemanha, não hesitaram em distribuir os manifestos doutrinários e afixar os cartazes, impressos a vermelho mas..., escritos em alemão.
Estamos seguros que não terá sido a leitura dos textos germânicos pelos polícias de giro o motivo da operação repressiva entretanto desencadeada pelo recém criado Governo de António Granjo, em 30 de Agosto de 1921. A classe dominante no seu todo e o democratíssimo regime republicano da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, estavam atentos e acossados pela agressividade crescente das massas populares. E a vaga de prisões que se abateu sobre os jovens comunistas portugueses, a pretexto da campanha de agitação do Dia Mundial da Juventude, traduz muito mais o propósito de matar os coelhos à saída da toca e atemorizar os eventuais simpatizantes comunistas recém nascidos em Portugal, do que o perigo real que na época representavam como organização política. Muitos dos que foram presos na jornada de Setembro de 1921, nem 9estavam em acção de rua, situação tipificada pelas circunstâncias que envolveram a detenção do jovem torneiro mecânico José de Sousa (Coelho) a quem um polícia deu voz de prisão como «perigoso sindicalista» quando, rodeado de alguns amigos, conversava numa mesa do Café «O Colonial».
Nesse dia, foram presos 12 membros das Juventudes Comunistas, posteriormente encarcerados na Cadeia do Limoeiro e no Forte de São Julião da Barra. Onze rumaram às masmorras vizinhas da Sé: Armando Ramos, Manuel Francisco Roque Júnior, Guilherme de Castro, Joaquim José Godinho, Sebastião Lourenço, Manuel da Silva Costa, Jorge da Silva Pinheiro, Joaquim Rodrigues, José Madeira Rodrigues e Matias José Sequeira, todos membros das Juventudes Comunistas. Mas destino diverso teve José de Sousa (Coelho), a quem foi reservado um cárcere na «fortaleza de alta segurança», situada na embocadura do Tejo.
De imediato se constituiu uma Comissão Pró - Presos Comunistas que dinamizou uma campanha de solidariedade e apoio aos jovens comunistas presos, com listas de subscrição. E, nessa «prisão preventiva», de detidos sem culpa formada, permaneceram longas semanas até 19 de Outubro de 1921, data da insurreição militar que alterou o seu destino. Na tarde desse dia, na sede do PCP, foi constituída uma comissão que, integrando os camaradas Nascimento Cunha, Victor Martins, Carlos de Araújo, Eduardo Freitas, Ferreira Godinho, António Augusto e José Corvo, se avistou com os revoltosos acampados na Rotunda, iniciando-se as negociações tendentes à libertação dos jovens comunistas presos, cuja primeira experiência prisional se consumou ao cair da noite de 20 de Outubro de 1921.