Paralisação provável em Setembro
Os trabalhadores da Carris podem ir para a greve em Setembro. A FESTRU não aceita as anunciadas reduções do número de trabalhadores.
A «reestruturação» da Carris serve os privados, acusa a FESTRU
A federação dos sindicatos dos transportes (FESTRU/CGTP) anuncia que vai propor aos trabalhadores da Carris a realização de uma greve em meados de Setembro. A federação contesta a política de rescisões de contratos e a intenção, já anunciada pela administração, de reduzir o número de trabalhadores da empresa. A decisão final sobre o recurso à greve caberá aos trabalhadores, que deverão ser consultados para esse fim.
Em comunicado, a federação sindical acusa a empresa – e o Governo, que a detém – de prosseguir com «formas desumanas de pressão que têm resultado numa diminuição significativa do número de trabalhadores, em particular nas oficinas». Esta política provoca sérias carências de pessoal e origina sobrecargas de trabalho e incapacidade de reparação dos veículos, acusa. Face às carências de trabalhadores que a empresa apresenta, a estrutura sindical questiona: «afinal, os trabalhadores da Carris que foram induzidos a rescindir o contrato de trabalho são ou não necessários?»
A existência de um «número significativo» de bombas injectoras por reparar e não haver quem o faça e de equipas de electricistas a fazer as vezes de obliteradores parece responder à pergunta da estrutura sindical do sector.
A federação lembra que também faltam por vezes peças e considera ridículo que numa empresa como a Carris se vejam chegar às estações «meia dúzia de peças em sacos de plástico para desenrascar o serviço». A não reparação dos veículos tem como consequência a diminuição do número de autocarros, o que tem repercussões nos horários.
Privatização disfarçada?
A FESTRU denuncia o que chama de privatização da Carris, que se esconde atrás da tão falada reestruturação. Segundo a federação, a criação de três áreas de negócio «não é mais do que o primeiro passo para a sua total entrega a interesses privados que, provavelmente, nunca deixaram de estar representados na Carris». A FESTRU acusa a empresa e o Governo de implementar as regras ditadas pelos interesses económicos. Na opinião da federação, é a estes interesses que serve a política seguida pelos vários conselhos de administração.
A federação recorda que se o passivo da empresa é elevado tal se deve ao facto de os «sucessivos governos não terem pago à Carris as indemnizações compensatórias que deveriam pela prestação do serviço público de transporte». No que se refere ao fundo de pensões, a federação considera que este terá de ser criado, e com dinheiro do Estado. A FESTRU rejeita que se crie o fundo, obrigatório por lei, às custas da venda do património da empresa.
Em comunicado, a federação sindical acusa a empresa – e o Governo, que a detém – de prosseguir com «formas desumanas de pressão que têm resultado numa diminuição significativa do número de trabalhadores, em particular nas oficinas». Esta política provoca sérias carências de pessoal e origina sobrecargas de trabalho e incapacidade de reparação dos veículos, acusa. Face às carências de trabalhadores que a empresa apresenta, a estrutura sindical questiona: «afinal, os trabalhadores da Carris que foram induzidos a rescindir o contrato de trabalho são ou não necessários?»
A existência de um «número significativo» de bombas injectoras por reparar e não haver quem o faça e de equipas de electricistas a fazer as vezes de obliteradores parece responder à pergunta da estrutura sindical do sector.
A federação lembra que também faltam por vezes peças e considera ridículo que numa empresa como a Carris se vejam chegar às estações «meia dúzia de peças em sacos de plástico para desenrascar o serviço». A não reparação dos veículos tem como consequência a diminuição do número de autocarros, o que tem repercussões nos horários.
Privatização disfarçada?
A FESTRU denuncia o que chama de privatização da Carris, que se esconde atrás da tão falada reestruturação. Segundo a federação, a criação de três áreas de negócio «não é mais do que o primeiro passo para a sua total entrega a interesses privados que, provavelmente, nunca deixaram de estar representados na Carris». A FESTRU acusa a empresa e o Governo de implementar as regras ditadas pelos interesses económicos. Na opinião da federação, é a estes interesses que serve a política seguida pelos vários conselhos de administração.
A federação recorda que se o passivo da empresa é elevado tal se deve ao facto de os «sucessivos governos não terem pago à Carris as indemnizações compensatórias que deveriam pela prestação do serviço público de transporte». No que se refere ao fundo de pensões, a federação considera que este terá de ser criado, e com dinheiro do Estado. A FESTRU rejeita que se crie o fundo, obrigatório por lei, às custas da venda do património da empresa.