Justiça de algoz

Os bastonários da Ordem dos Advogados de França, Canadá, e Suécia e os presidentes de associações de advogados da Escócia, Austrália, Irlanda do Norte, Inglaterra e País de Gales manifestaram-se, em carta aberta, contra a decisão dos EUA de julgar em tribunais militares sem jurados os prisioneiros não norte-americanos detidos em Guantanamo.
O documento, publicado na edição de quinta-feira do jornal britânico The Guardian, exige a realização de julgamentos «justos e respeitadores da lei», denuncia as condições a que estão sujeitos os cerca de 660 reclusos, entre os quais menores de idade, e aponta como únicas «soluções aceitáveis do ponto de vista legal» a extradição para os respectivos países ou a garantia por parte das autoridades americanas de julgamentos em tribunais civis com representantes de pleno direito.
A Amnistia Internacional juntou-se ao coro de protestos e divulgou um relatório onde afirma que nas bases militares de Guantanamo, Cuba, e de Bagram, Afeganistão, os prisioneiros não têm direito a visitas familiares ou aconselhamento jurídico, são mantidos de olhos vendados, algemados e sujeitos a tortura e maus tratos como limitação de movimentos, privação do sono e exposição a música e luz durante 24 horas por dia.


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