Relembrar Hiroshima
A JCP lembrou a todos aqueles que passavam pela Rua de Santa Catarina, Porto, as consequências do lançamento das bombas sobre Hiroshima e Nagasaki.
O militarismo é um dos traços mais desumano do capitalismo
No passado dia 6 de Agosto assinalaram-se 58 anos sobre o lançamento das bombas norte-americanas em Hiroshima. «Passadas quase seis décadas sobre tão bárbaro acontecimento consideramos que é importante lembrar o que ocorreu, sobretudo no contexto internacional em que hoje vivemos», ressalva, em nota enviada ao Avante!, o Executivo da Comissão Regional do Porto da JCP.
«O militarismo continua a ser um dos traços mais desumano do capitalismo», continuam os jovens comunistas, dando como exemplo as intervenções militares no Afeganistão e no Iraque. «Neste contexto é grave que o Governo PSD/CDS-PP assuma uma postura seguidista perante a política externa norte-americana, passando por cima de tratados e acordos e da vontade expressa da maioria do povo português, em troca de contratos de reconstrução», denunciam.
Neste sentido, a JCP levou a cabo uma iniciativa na Rua de Santa Catarina, no Porto, onde se podia contemplar uma exposição de fotos sobre as consequências do lançamento das bombas nucleares e dos conflitos militares a decorrer na actualidade.
Podia-se ainda vislumbrar alguns textos de análise da JCP sobre a natureza do imperialismo capitalista.
No decorrer da iniciativa estiveram patentes duas «paredes», uma
onde as pessoas que circulavam podiam escrever mensagens de paz e uma
outra onde grafitters convidados pintaram um mural alusivo à data. Ao
mesmo tempo foram distribuídos documentos da JCP às pessoas que por lá
passavam.
Simbolicamente, ao final da tarde, foram soltas algumas dezenas de pombas brancas.
Frontal oposição
Em informação publicada na última edição do Boletim da ONU em Portugal, a directora desse mesmo centro, Maria Costa Pinto, dá nota da decisão do secretário-geral Kofi Anan em encerrar nove centros de informação da ONU na Europa Ocidental, criando um único em Bruxelas, afectando esta decisão o centro localizado no nosso país que vinha funcionando há vários anos.
Tomando conhecimento desta decisão, o Secretariado da Direcção Nacional da JCP, em nota enviada aos órgão de comunicação social, manifesta a sua frontal oposição face a esta medida, «que como naturalmente todos compreendem deixa mais débil a afirmação dos valores e dos princípios desta organização internacional, bem como, coloca mais difícil o conhecimento e o contacto com esta importante estrutura por parte dos portugueses».
A JCP considera ainda, que apesar das informações acerca desta matéria não terem tido mais desenvolvimentos, esta medida não deixará certamente de estar relacionada com o progressivo enfraquecimento do papel da ONU em termos de Direito Internacional - como a ultima agressão ao Iraque o demonstrou -, «nem tão pouco com a asfixia financeira que a ONU tem vivido nos últimos anos promovida pelos EUA (os maiores devedores das Nações Unidas) e o crescente papel que outras organizações de caracter belicista vão assumindo no mundo, ao serviço dos interesses do império, nomeadamente a NATO».
«O militarismo continua a ser um dos traços mais desumano do capitalismo», continuam os jovens comunistas, dando como exemplo as intervenções militares no Afeganistão e no Iraque. «Neste contexto é grave que o Governo PSD/CDS-PP assuma uma postura seguidista perante a política externa norte-americana, passando por cima de tratados e acordos e da vontade expressa da maioria do povo português, em troca de contratos de reconstrução», denunciam.
Neste sentido, a JCP levou a cabo uma iniciativa na Rua de Santa Catarina, no Porto, onde se podia contemplar uma exposição de fotos sobre as consequências do lançamento das bombas nucleares e dos conflitos militares a decorrer na actualidade.
Podia-se ainda vislumbrar alguns textos de análise da JCP sobre a natureza do imperialismo capitalista.
No decorrer da iniciativa estiveram patentes duas «paredes», uma
onde as pessoas que circulavam podiam escrever mensagens de paz e uma
outra onde grafitters convidados pintaram um mural alusivo à data. Ao
mesmo tempo foram distribuídos documentos da JCP às pessoas que por lá
passavam.
Simbolicamente, ao final da tarde, foram soltas algumas dezenas de pombas brancas.
Frontal oposição
Em informação publicada na última edição do Boletim da ONU em Portugal, a directora desse mesmo centro, Maria Costa Pinto, dá nota da decisão do secretário-geral Kofi Anan em encerrar nove centros de informação da ONU na Europa Ocidental, criando um único em Bruxelas, afectando esta decisão o centro localizado no nosso país que vinha funcionando há vários anos.
Tomando conhecimento desta decisão, o Secretariado da Direcção Nacional da JCP, em nota enviada aos órgão de comunicação social, manifesta a sua frontal oposição face a esta medida, «que como naturalmente todos compreendem deixa mais débil a afirmação dos valores e dos princípios desta organização internacional, bem como, coloca mais difícil o conhecimento e o contacto com esta importante estrutura por parte dos portugueses».
A JCP considera ainda, que apesar das informações acerca desta matéria não terem tido mais desenvolvimentos, esta medida não deixará certamente de estar relacionada com o progressivo enfraquecimento do papel da ONU em termos de Direito Internacional - como a ultima agressão ao Iraque o demonstrou -, «nem tão pouco com a asfixia financeira que a ONU tem vivido nos últimos anos promovida pelos EUA (os maiores devedores das Nações Unidas) e o crescente papel que outras organizações de caracter belicista vão assumindo no mundo, ao serviço dos interesses do império, nomeadamente a NATO».