Mulheres nas regiões rurais
As alterações da PAC abrem caminho a graves problemas para a agricultura familiar e dos pequenos e médios agricultores onde predominam as mulheres das regiões rurais
É importante que se dê atenção às mulheres rurais na UE
«É importante que se dê particular atenção às mulheres rurais na União Europeia (UE), que nalguns países, como em Portugal, representam quase metade do emprego agrícola e cerca de 29 por cento do trabalho assalariado», alertou recentemente, a euro-deputado do PCP, comentando o relatório Kratsa sobre as mulheres nas regiões rurais.
Ilda Figueiredo saudou as inclusões que Kratsa apresentou no relatório, designadamente as que se referem à necessidade de dar particular importância à agricultura familiar, ao apoio aos pequenos e médios agricultores e ao reconhecimento dos direitos das mulheres destas zonas em termos de segurança social, incluindo o direito a uma reforma digna, embora com contribuições que sejam comportáveis pela agricultura familiar.
«Infelizmente não posso dizer o mesmo quanto às conclusões do Conselho de Agricultura de 25 e 26 de Junho passado sobre as alterações da Política Agrícola Comum, porque abrem caminho a mais graves problemas para a agricultura familiar e dos pequenos e médios agricultores onde predominam as mulheres das regiões rurais, sobretudo para países e zonas carenciadas, como acontece em Portugal», afirmou a euro-deputada.
Igualmente importantes, segundo Ilda Figueiredo, são as propostas que defendem a criação de um programa específico consagrado ao projecto «Mulheres», que sublinham a necessidade de dar especial atenção à criação de infra-estruturas públicas, equipamentos colectivos e serviços de qualidade de forma a garantir uma rede apropriada de prestação de serviços rurais nas mais diversas áreas de comunicação, transportes, correios, guarda e cuidado das crianças, idosos e deficientes, bem como a garantia de serviços públicos de qualidade em saúde e planeamento familiar, educação, formação e cultura.
Medidas a tomar
Entretanto, a livre circulação está a preocupar o Sindicato da Indústria e Construção da Suíça e o Fórum Suíço para a integração dos migrantes que insistem na necessidade de suprimir o visa para os imigrantes de um Estado não membro da UE residente neste país.
A propósito, Ilda Figueiredo interrogou a Comissão Europeia (CE) acerca das medidas que pensa tomar, «visando a supressão das obrigações do visa, para os residentes da Suíça, originários de países não membros da UE, no sentido das medidas de reciprocidade, pois em Agosto de 2000 a Suíça já suprimiu a obrigação do visa para os cidadãos de um Estado terceiro que habitam legalmente no seio da UE».
A euro-deputada do PCP questionou ainda a CE sobre as restrições à circulação de veículos pesados - que atravessam regularmente diversos países da UE na sua actividade profissional ao serviço de empresas de transportes pesados -, sobre a deslocalização, para a Dinamarca, da empresa Tool, em Albergaria-a-Velha e da instalação de uma fábrica poluente, em Tabacô, Arcos de Valdevez.
Ilda Figueiredo saudou as inclusões que Kratsa apresentou no relatório, designadamente as que se referem à necessidade de dar particular importância à agricultura familiar, ao apoio aos pequenos e médios agricultores e ao reconhecimento dos direitos das mulheres destas zonas em termos de segurança social, incluindo o direito a uma reforma digna, embora com contribuições que sejam comportáveis pela agricultura familiar.
«Infelizmente não posso dizer o mesmo quanto às conclusões do Conselho de Agricultura de 25 e 26 de Junho passado sobre as alterações da Política Agrícola Comum, porque abrem caminho a mais graves problemas para a agricultura familiar e dos pequenos e médios agricultores onde predominam as mulheres das regiões rurais, sobretudo para países e zonas carenciadas, como acontece em Portugal», afirmou a euro-deputada.
Igualmente importantes, segundo Ilda Figueiredo, são as propostas que defendem a criação de um programa específico consagrado ao projecto «Mulheres», que sublinham a necessidade de dar especial atenção à criação de infra-estruturas públicas, equipamentos colectivos e serviços de qualidade de forma a garantir uma rede apropriada de prestação de serviços rurais nas mais diversas áreas de comunicação, transportes, correios, guarda e cuidado das crianças, idosos e deficientes, bem como a garantia de serviços públicos de qualidade em saúde e planeamento familiar, educação, formação e cultura.
Medidas a tomar
Entretanto, a livre circulação está a preocupar o Sindicato da Indústria e Construção da Suíça e o Fórum Suíço para a integração dos migrantes que insistem na necessidade de suprimir o visa para os imigrantes de um Estado não membro da UE residente neste país.
A propósito, Ilda Figueiredo interrogou a Comissão Europeia (CE) acerca das medidas que pensa tomar, «visando a supressão das obrigações do visa, para os residentes da Suíça, originários de países não membros da UE, no sentido das medidas de reciprocidade, pois em Agosto de 2000 a Suíça já suprimiu a obrigação do visa para os cidadãos de um Estado terceiro que habitam legalmente no seio da UE».
A euro-deputada do PCP questionou ainda a CE sobre as restrições à circulação de veículos pesados - que atravessam regularmente diversos países da UE na sua actividade profissional ao serviço de empresas de transportes pesados -, sobre a deslocalização, para a Dinamarca, da empresa Tool, em Albergaria-a-Velha e da instalação de uma fábrica poluente, em Tabacô, Arcos de Valdevez.