Mulheres CDU confraternizam

Conviver também é lutar!

Vila Nova de Cerveira foi o palco do 14º Passeio Anual das Mulheres CDU do Porto, que ocorreu no passado domingo e contou com a participação de Carlos Carvalhas.

Em 2002, o desemprego atingiu 58700 mulheres

Num ambiente de verdadeira festa, que tem caracterizado as várias edições deste passeio, o Parque das Merendas, na margem do Rio Minho, recebeu cerca de um milhar de mulheres e homens, muitos jovens, que durante todo o dia transformaram a luta em convívio. Fosse com a confraternização ao almoço, com a participação nos jogos tradicionais ou com um pézinho de dança, os participantes no passeio mostraram que é com a amizade e a solidariedade na luta que também se travam e vencem as batalhas contra a discriminação e pela defesa dos direitos do povo português.
Intervindo pela organização do passeio, Mariza Azevedo referiu a disposição «do Governo em desenvolver uma política de defesa dos interesses do patronato e do capital financeiro», enquanto os trabalhadores vão vivendo tempos difíceis, como o demonstra a taxa de desemprego feminino, que só no último semestre de 2002 aumentou de 53, 9% para 56,6%, tendo entre o 1º e o 4º semestre aumentado 46%. «Em 2002 o desemprego atingiu mais 58700 mulheres, que são mais de metade dos trabalhadores a prazo e a tempo parcial», referiu ainda Mariza Azevedo, que concluiu que «o PCP é a única oposição credível a esta política, tendo sido o único a apresentar uma iniciativa legislativa para alterar o regime jurídico dos contratos a prazo».
«A actual maioria de direita PSD-CDS aposta ainda em contrariar direitos civilizacionais consagrados por instâncias internacionais no domínio da educação sexual e do planeamento familiar», acusou Mariza Azevedo, referindo-se ao relatório aprovado no Parlamento Europeu.
Ilda Figueiredo, por sua vez, intervindo sobre a actividade dos comunistas no PE, colocou o acento na «aprovação de um relatório positivo sobre a interrupção voluntária da gravidez, que o Governo, na imposição de uma política de dois pesos e duas medidas, se recusa a aceitar, mostrando que só é lesto a aplicar as medidas gravosas para o país».
Rui Sá, vereador da CDU na Câmara do Porto, também convidado a intervir neste passeio, salientou mais uma vez a oposição da CDU à política de habitação do PSD, chamando a atenção para «o carácter independente da intervenção da CDU na Câmara Municipal» e reafirmando o repúdio, em particular, «pela acção do vereador Paulo Morais no pelouro da habitação».

Carlos Carvalhas
Mulheres pagam factura pesada

Carlos Carvalhas, que participou no passeio das mulheres CDU, acusou o Governo, na sua intervenção, de ser em boa parte responsável pela grave situação económica e social com que o país se defronta, ainda que agora insista no marketing político e diga que «já há sinais de recuperação, que já não estamos de tanga». Porém, tanto o relatório do Banco de Portugal como os dados do Eurostate mostram que «se Portugal não está de "tanga" passou a andar de parra». «De fato é que seguramente não anda».
Ora, as mulheres, lembra o secretário-geral do PCP «pagam uma parcela pesada da factura de uma política de concentração de riqueza, ao serviço do capital financeiro e dos grandes interesses». Pagam-na no desemprego, na precariedade, nos seus salários que em média são 38% mais baixos do que os dos homens. É, pois, «mais que tempo de se garantir às mulheres o exercício da igualdade em todos os domínios da vida».

Há dinheiro ou não?

«Não há dinheiro para a saúde, para o ensino, para garantir a segurança dos portugueses», diz o Governo, «mas tem dinheiro para comprar mais blindados de infantaria para enviar forças da GNR para o Iraque em missão de ocupação», ao mesmo tempo que há indícios de que se prepara para fechar cerca de 50 esquadras da PSP e cerca de 140 postos da GNR.
Por outro lado, o Governo «está a dar os primeiros passos no sentido de substituir a PSP pela GNR no policiamento de 15 importantes cidades deste país, entre as quais Lamego, Mirandela, Sta. Maria da Feira», denuncia Carlos Carvalhas, para quem estes «são elementos claros do investimento do governo na segurança das populações e dos cidadãos, com prejuízo do policiamento preventivo e de proximidade».
Há também um subfinaciamento e desinvestimento dos programas de policiamento preventivo - caso dos «idosos em segurança», «Comércio seguro», e o caso do programa «escola segura» -, o que é tanto mais grave quanto são evidentes os sinais do agravamento dos índices de criminalidade.
Aliás, segundo o relatório de Segurança Interna referentes a 2002, «houve um aumento de participações às autoridades de 4,9% (mais 17 928 casos) e houve um aumento significativo da criminalidade violenta (6,6%), de delinquência juvenil e de criminalidade grupal (9%)».


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