Iniciativas em Setúbal e no Porto

Desemprego sem freio

A mudança de política é indispensável para dar combate eficaz ao grande aumento do número de desempregados, afirmaram dia 18 as estruturas distritais da CGTP-IN.

Quanto mais anos de escolaridade, maior é o aumento do desemprego

O número de desempregados no distrito do Porto aumentou 33 por cento desde Abril de 2002, passando de 70836 para mais de 94 mil, crescimento que a União dos Sindicatos do Porto considera ser «um número recorde».
As mulheres e os jovens continuam a ser os mais penalizados, disse o coordenador da USP, notando que mais de 55 por cento do total de desempregados são mulheres e que o crescimento do desemprego aumenta na proporção directa do número de anos de escolaridade. Nos escalões entre os nove e 12 anos e mais de 12 anos de escolaridade, o desemprego cresceu «muito acima dos 33 por cento», apurados como indicador do aumento a nível distrital o que, segundo João Torres, citado pela Lusa, «contraria os discursos oficiais e a necessidade objectiva do ensino e da formação para o aumento da competitividade e da produtividade».

Competitividade

Em Setúbal – distrito onde estão registados 41830 desempregados – Manuel Carvalho da Silva reafirmou que as questões da competitividade e da produtividade são prioritárias para a CGTP e adiantou que a central tem em preparação um seminário, com técnicos, economistas e investigadores, que deverá culminar com uma sessão pública, a realizar no dia 23 de Outubro.
O secretário-geral da CGTP falava a cerca de uma centena de activistas e delegados sindicais, que participaram no encontro «Emprego com Direitos», durante toda a manhã de quarta-feira da semana passada, na placa central da Avenida Luísa Todi.
As propostas do Governo apenas distribuem benesses aos patrões e sacrifícios aos trabalhadores, protestou Carvalho da Silva, salientando que «a produtividade não depende essencialmente dos trabalhadores, mas sim da gestão da empresa, da organização do trabalho, da qualidade do produto e de muitos outros factores».
No encontro, representantes dos sindicatos descreveram vários casos que retratam a situação laboral no distrito, denunciando problemas que vão desde a redução de postos de trabalho, através das rescisões por mútuo acordo, à precariedade do emprego e ao despedimento de milhares de trabalhadores.


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