Preocupação e luta contra deslocalizações
Cerca de 3 mil postos de trabalho foram liquidados, devido a processo de deslocalização de empresas, denunciou anteontem a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP, que realizou anteontem mais uma acção de contacto e esclarecimento junto de trabalhadores de empresas multinacionais dos concelhos de Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia, Trofa e Valongo.
Na jornada, em que participaram a eurodeputada Ilda Figueiredo e outros dirigentes do Partido, foram lembrados os casos da Yazaki Saltano (reduziu 1200 postos de trabalho nos últimos meses e continua a encerrar linhas de produção e a retirar máquinas), da Elefanten (empresa do Grupo Clarck, que cortou centenas de postos de trabalho em dois anos), da Lear (encerrou duas linhas de produção), da ARA (550 trabalhadores em lay-off, dois dias por semana, de Abril a Agosto). Entre outras notícias que correm, foi referida a eventual transferência de parte da produção da Maconde para a Roménia e Bulgária.
Os comunistas condenam as multinacionais que têm «uma concepção predadora do investimento empresarial», bem como as políticas da UE e do Governo, e apontam medidas legislativas para travar e penalizar estes processos, ao mesmo tempo que expressam solidariedade para com os trabalhadores ameaçados de desemprego.
Reafirmando que «a luta continua», os trabalhadores da Alcoa concentraram-se sexta-feira passada junto à residência oficial do primeiro-ministro, onde se manifestaram contra o despedimento colectivo de 350 pessoas, a efectuar até Julho. Um assessor administrativo do primeiro-ministro recebeu representantes dos operários, que saíram «insatisfeitos e sem grandes esperanças», como disse Luís Leitão, do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, à Agência Lusa. Manuel Correia, também do SIESI/CGTP, denunciou a «falta de vontade da empresa e do Governo para manter a fábrica». O presidente da CM do Seixal, presente na manifestação, disse que o objectivo último da administração da Alcoa é encerrar a fábrica e lamentou que o Governo nada faça para travar a deslocalização.
A Alcoa já dispensou mais de 150 trabalhadores no início deste ano.
A fábrica de confecções Melka continua igualmente a reduzir postos de trabalho no nosso país – denunciou segunda-feira o Sindicato Têxtil do Sul. A multinacional de capitais suecos e ingleses já teve mais de 1100 funcionários em Portugal. Depois de fechar a fábrica de Évora, encerrou no ano passado a unidade de Palmela e pretende agora desfazer-se de cerca de 60 trabalhadores no Cacém, num processo de transferência da produção para a Indonésia, China e Vietname. Face à crescente liberalização dos mercados, o sindicato exige uma resposta adequada do Governo e das empresas.
Na jornada, em que participaram a eurodeputada Ilda Figueiredo e outros dirigentes do Partido, foram lembrados os casos da Yazaki Saltano (reduziu 1200 postos de trabalho nos últimos meses e continua a encerrar linhas de produção e a retirar máquinas), da Elefanten (empresa do Grupo Clarck, que cortou centenas de postos de trabalho em dois anos), da Lear (encerrou duas linhas de produção), da ARA (550 trabalhadores em lay-off, dois dias por semana, de Abril a Agosto). Entre outras notícias que correm, foi referida a eventual transferência de parte da produção da Maconde para a Roménia e Bulgária.
Os comunistas condenam as multinacionais que têm «uma concepção predadora do investimento empresarial», bem como as políticas da UE e do Governo, e apontam medidas legislativas para travar e penalizar estes processos, ao mesmo tempo que expressam solidariedade para com os trabalhadores ameaçados de desemprego.
Reafirmando que «a luta continua», os trabalhadores da Alcoa concentraram-se sexta-feira passada junto à residência oficial do primeiro-ministro, onde se manifestaram contra o despedimento colectivo de 350 pessoas, a efectuar até Julho. Um assessor administrativo do primeiro-ministro recebeu representantes dos operários, que saíram «insatisfeitos e sem grandes esperanças», como disse Luís Leitão, do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, à Agência Lusa. Manuel Correia, também do SIESI/CGTP, denunciou a «falta de vontade da empresa e do Governo para manter a fábrica». O presidente da CM do Seixal, presente na manifestação, disse que o objectivo último da administração da Alcoa é encerrar a fábrica e lamentou que o Governo nada faça para travar a deslocalização.
A Alcoa já dispensou mais de 150 trabalhadores no início deste ano.
A fábrica de confecções Melka continua igualmente a reduzir postos de trabalho no nosso país – denunciou segunda-feira o Sindicato Têxtil do Sul. A multinacional de capitais suecos e ingleses já teve mais de 1100 funcionários em Portugal. Depois de fechar a fábrica de Évora, encerrou no ano passado a unidade de Palmela e pretende agora desfazer-se de cerca de 60 trabalhadores no Cacém, num processo de transferência da produção para a Indonésia, China e Vietname. Face à crescente liberalização dos mercados, o sindicato exige uma resposta adequada do Governo e das empresas.