A DIFUSÃO DO AVANTE!

«Onde conseguimos fazer chegar o Jornal encontrámos leitores potenciais»

Entre as várias e importantes decisões tomadas pela Conferência Nacional do PCP de Junho de 2002, contava-se a de levar por diante uma campanha nacional de difusão do Avante!, com o objectivo de aumentar em 2000 exemplares por semana a venda do nosso Jornal. A campanha, que teve início na Festa do Avante! desse ano, terminou agora, na data prevista, l.º de Maio de 2003, e traduziu-se num êxito total – êxito que se torna ainda mais relevante se se tiver em conta que, em resultado das iniciativas ligadas às vendas especiais do Avante!, o crescimento das vendas, em termos médios semanais, se situa na ordem dos 3500 exemplares.
O sucesso da campanha ficou a dever-se essencialmente ao empenho das organizações do Partido e, naturalmente, ele foi tanto maior quanto mais forte foi (pôde ser) o empenho de cada organização. Da campanha resultou, para além de uma mais ampla compreensão sobre a importância da leitura e da divulgação do nosso Jornal (o que é, seguramente, um dos mais positivos resultados obtidos), um aumento do número de pontos de venda do Avante!, bem como a maior presença de brigadas de venda nas ruas, quer no que respeita às vendas normais de todas as semanas, quer em relação às vendas especiais, normalmente muito mais mobilizadoras - recordem-se as vendas dos números dedicados ao Pacote Laboral e à Guerra contra o Iraque, que mobilizaram muitas centenas de militantes e fizeram chegar o Avante! a milhares de novos leitores que, assim, beneficiaram de uma informação que nenhum outro órgão de comunicação social lhes faria chegar. O aumento das vendas nas empresas é outro dos resultados da campanha cuja relevância é óbvia, tratando-se do órgão central do PCP, partido da classe operária e de todos os trabalhadores.

A campanha mostrou existirem grandes potencialidades para o desenvolvimento da difusão do Avante!: de facto, onde conseguimos fazer chegar o Jornal encontrámos leitores potenciais, homens, mulheres e jovens interessados em saber o que se passa no País e no mundo e em conhecer as opiniões do PCP sobre o que se passa no País e no mundo; homens, mulheres e jovens interessados em conhecer situações e realidades a que em nenhum outro jornal têm acesso; homens, mulheres e jovens que, porque não desistiram de pensar e mantêm viva a lucidez, rejeitam o pensamento único difundido pela comunicação social dominante.
É muito ampla a percepção de que, num universo mediático caracterizado pela crescente concentração dos órgãos de comunicação num pequeno (cada vez mais reduzido) núcleo de grupos económicos, crescem igualmente as ameaças à liberdade de informação. Ao mesmo tempo que uma nova ordem imperialista de cariz totalitário tenta dominar o mundo, uma nova ordem comunicacional procura vender essa ambição como se fosse coisa positiva, moderna, democrática. A insistência doentia com que esses órgãos de comunicação se apresentam e se nos querem impingir como independentes, plurais, isentos e imparciais, insere-se, ela própria, na sua prática desinformativa corrente, no faz-de-conta folclórico-informativo com que procuram disfarçar a uniforme e monocórdica leitura dos acontecimentos nacionais e internacionais. Eles sabem, melhor do que ninguém, o que são e ao serviço de quem estão – só que não lhes convém que isso seja do conhecimento geral...
Tudo isto dá maior relevância à existência de um jornal inequivocamente posicionado à esquerda, inequivocamente posicionado ao lado dos trabalhadores, dos jovens, de todos os que são vítimas da política de direita defendida pela comunicação social dominante. Tudo isto dá maior importância à existência do Avante!, ao aumento da sua difusão, ao aumento do número dos seus leitores.

O aumento das vendas do Avante! é, também, indispensável à sua sustentação financeira. Não sendo, nem querendo passar a ser, um jornal igual aos outros – isto é, um jornal ao serviço dos interesses dos grupos económicos e (ou) dependente da publicidade desses grupos – o Avante! é, e quer continuar a ser, o órgão central do PCP, um jornal que não é isento e não finge sê-lo, que não é imparcial nem quer fazer-se passar como tal, que está com um lado e contra outro, que está com o trabalho e contra o grande capital – sempre, em todos os momentos e situações; hoje como no passado; na liberdade nascida de Abril como na opressão fascista... como na nova ordem comunicacional que domina a desinformação organizada que hoje varre o mundo. Naturalmente, esta postura do Avante! tem implicações várias e, nomeadamente, as de ordem financeira acima referidas.
Recentemente, vimo-nos forçados a aumentar em 10 cêntimos o preço do nosso Jornal, aumento que, não sendo desejado como nunca o são os aumentos de preços, não é por aí além pesado e que foi necessário assumir - contando sempre com a compreensão dos nossos leitores, militantes e não militantes do Partido, e tendo como coisa certa que os leitores do Avante! são os maiores amigos do Jornal, aqueles que o querem cada vez melhor, mais lido, mais útil. Portanto aqueles a quem podemos pedir a solidariedade necessária. Importa, no entanto, dar continuidade e permanência ao esforço visando o aumento das vendas, condição indispensável para o cumprimento dos objectivos essenciais que se colocam ao órgão central do PCP: sustentar-se financeiramente e, em simultâneo, melhorar a informação veiculada e ser cada vez mais eficaz na difusão das posições, da ideologia, dos objectivos, do projecto do Partido – enfim, ser cada vez mais e melhor o porta-voz e o defensor dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.