Um terço da média
O custo da mão-de-obra em Portugal na indústria representa pouco mais de um terço da média europeia e um quarto do que é pago em países como a Bélgica, Luxemburgo ou Suécia.
As diferenças salariais superam as diferenças de produtividade
Os dados, publicados pelo Eurostat, na segunda-feira, dia 12, indicam que o custo médio na indústria, em 14 dos 15 países da União Europeia (Grécia não está incluída no estudo), atingiu 35 mil euros em 2000. O valor mais baixo foi registado em Portugal, onde o custo médio não ultrapassou os 12 mil euros, menos de metade dos 25 mil euros verificados em Espanha, dos 28 mil, na Irlanda, ou dos 29 mil , na Itália. Ainda mais longe estão os salários e outras prestações atribuídas aos trabalhadores na Bélgica, Luxemburgo e Suécia (42 mil euros em cada) ou na Alemanha (41 mil euros).
Em toda a Europa, os custos da mão-de-obra variam de sector para sector, sendo que a média baixa nas indústrias de base, atingindo um valor mínimo de 21 mil euros no sector têxtil (apenas oito mil euros em Portugal), e 28 mil no sector da alimentação, bebidas e tabaco (12 mil euros em Portugal). Em sentido inverso, os níveis remuneratórios são mais elevados no sector dos produtos químicos e combustíveis, com 51 mil euros (26 mil em Portugal), e materiais de transporte, com 44 mil euros (16 mil em Portugal).
O estudo incide igualmente sobre a produtividade nos sector dos serviços (excluindo a intermediação financeira), determinando um valor médio na UE de 24 euros. Medida a partir do valor acrescentado por hora de laboração, o gabinete de estatísticas comunitário conclui que a produtividade mais elevada verificou-se no Luxemburgo (32 euros), na Suécia (31 euros) assim com na Alemanha e Dinamarca (ambos com 29 euros). Os níveis mais baixos foram registados em Portugal (11 euros), Espanha (15 euros) e Itália (18 euros). A Alemanha regista a maior produtividade em oito das 14 actividades analisadas no sector de serviços, enquanto Portugal regista os piores resultados na maioria dos casos. Ainda assim, no sector dos correios e telecomunicações, a produtividade dos trabalhadores portugueses é de 48 euros por hora, igual aos dos suecos e apenas superada na União pelos 133 euros obtidos no Luxemburgo.
Refira-se ainda que a produtividade foi calculada neste estudo dividindo o total do valor acrescentado (excluindo impostos indirectos como o IVA e as subvenções) pelo número total de horas de trabalho pelos assalariados. O valor acrescentado representa o rendimento bruto de uma empresa ou de um sector de actividade e corresponde à diferença entre a receita total das vendas e de outras actividades e o custo dos bens e serviços adquiridos. Cobre os custos de mão-de-obra, o capital utilizado (amortização de empréstimos, aluguer de edifícos), e a remuneração dos capitais investidos, ou seja os lucros da empresa.
Em toda a Europa, os custos da mão-de-obra variam de sector para sector, sendo que a média baixa nas indústrias de base, atingindo um valor mínimo de 21 mil euros no sector têxtil (apenas oito mil euros em Portugal), e 28 mil no sector da alimentação, bebidas e tabaco (12 mil euros em Portugal). Em sentido inverso, os níveis remuneratórios são mais elevados no sector dos produtos químicos e combustíveis, com 51 mil euros (26 mil em Portugal), e materiais de transporte, com 44 mil euros (16 mil em Portugal).
O estudo incide igualmente sobre a produtividade nos sector dos serviços (excluindo a intermediação financeira), determinando um valor médio na UE de 24 euros. Medida a partir do valor acrescentado por hora de laboração, o gabinete de estatísticas comunitário conclui que a produtividade mais elevada verificou-se no Luxemburgo (32 euros), na Suécia (31 euros) assim com na Alemanha e Dinamarca (ambos com 29 euros). Os níveis mais baixos foram registados em Portugal (11 euros), Espanha (15 euros) e Itália (18 euros). A Alemanha regista a maior produtividade em oito das 14 actividades analisadas no sector de serviços, enquanto Portugal regista os piores resultados na maioria dos casos. Ainda assim, no sector dos correios e telecomunicações, a produtividade dos trabalhadores portugueses é de 48 euros por hora, igual aos dos suecos e apenas superada na União pelos 133 euros obtidos no Luxemburgo.
Refira-se ainda que a produtividade foi calculada neste estudo dividindo o total do valor acrescentado (excluindo impostos indirectos como o IVA e as subvenções) pelo número total de horas de trabalho pelos assalariados. O valor acrescentado representa o rendimento bruto de uma empresa ou de um sector de actividade e corresponde à diferença entre a receita total das vendas e de outras actividades e o custo dos bens e serviços adquiridos. Cobre os custos de mão-de-obra, o capital utilizado (amortização de empréstimos, aluguer de edifícos), e a remuneração dos capitais investidos, ou seja os lucros da empresa.