Organizações do PCP reúnem e denunciam agravamento da situação social

Desmandos patronais aumentam

A Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP eleita na 5. Assembleia de Organização reuniu pela primeira vez no sábado passado. Em debate esteve, como na reunião da direcção de Castelo Branco, a situação política e social.

A exploração dos trabalhadores intensifica-se em todo o lado

A DORAV deteve-se sobre as consequências extremamente negativas do Pacote Laboral ao nível de amplos direitos sociais e colectivos dos trabalhadores, que, também no distrito de Aveiro vão ficar «mais expostos aos desmandos e vontades de patrões sem escrúpulos, que estão já a bloquear a contratação colectiva à espera da aplicação das novas regras, mais favoráveis para o intensificar da exploração».
É imperiosa, pois, a continuação e intensificação da luta dos trabalhadores, concluiu a DORAV, que apela a todos os militantes e aos trabalhadores em geral, para participarem nas comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio, que, neste momento constituem uma afirmação da defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores portugueses, do progresso e da justiça social.
Referindo-se à recente remodelação governamental, os comunistas de Aveiro consideram que, no distrito, esta serviu já «para justificar novos atrasos na criação de uma estrutura integrada de gestão da Ria», relativamente à qual, um ano passado, o Governo nada fez, apesar da promessa eleitoral do PSD.
A DORAV, que elegeu também os seus organismos executivos, agora com 45 membros - dos quais 17 são dirigentes ou delegados sindicais, 10 dirigentes de outras estruturas ou instituições do distrito e 6 eleitos em autarquias locais -, considera, por fim, que apesar da redução no número de militantes, a DORAV mantém características de organismo de participação alargada, dela fazendo parte 26 operários e empregados, 7 intelectuais e 3 estudantes.

Castelo Branco

Também a Direcção da Organização Regional de Castelo Branco reuniu, no sábado, no Fundão, concelho cujas «imensas potencialidades» sublinhou: uma mão-de-obra experiente, ambiente, paisagens e patrimónios ímpares, uma agricultura com produtos de grande qualidade e diversidade e um comércio dinâmico, mesmo se comparado com outras localidades maiores.
Apesar disto, o concelho do Fundão continua a perder população, diz a DORCB, denunciando a crise por que a agricultura está a passar e a situação da indústria, já de si incipiente, que está a agravar-se com o encerramento das maiores empresas e o despedimento de inúmeros trabalhadores. Na raiz da desertificação está, ainda, na opinião daquela estrutura, a exiguidade de verbas e de obras inscritas e concretizadas no âmbito do PIDDAC, que perpetuam o atraso do concelho.
Acusando, também, o poder local de contribuir com a sua gestão para a falta de qualidade de vida da população, a DORCB aponta algumas necessidades da região, designadamente do Regadio da Cova da Beira, e exige que a Acção Integrada de Base Territorial que, segundo o presidente da Câmara do Fundão, foi prometida pelo Governo, seja levada à prática, com prioridade para os apoios à constituição de novas empresas e de criação de postos de trabalho.
O PCP alerta para a taxa de analfabetismo - 23,7% -, uma das mais elevadas da região centro, que não impede que algumas das escolas do primeiro ciclo encerrem, que apenas 1/4 das escolas possuam professores de apoio educativo, sendo que a maioria do pessoal de educação educativa é contratado à hora, com nítido prejuízo dos alunos e da qualidade de ensino.


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