Trabalhistas britânicos prometem mudança radical no Reino Unido

O Partido Trabalhista britânico, na oposição ao governo conservador de Boris Johnson, reafirmou que se ganhar as eleições gerais de 12 de Dezembro trabalhará para mudar de forma radical o Reino Unido, através de profundas reformas sociais.

«Faremos mudanças verdadeiras para as maiorias, não para uns poucos, e disso trata o nosso manifesto eleitoral», assegurou o líder da segunda força do país, Jeremy Corbyn, ao apresentar há dias, numa acção de campanha, em Birmingham, no centro-oeste de Inglaterra, o programa de governo dos trabalhistas.

O documento, que Corbyn baptizou como Manifesto da Esperança, contém promessas da campanha trabalhista que incluem renacionalizar os caminhos-de-ferro e outros serviços, como água, electricidade e correios, e construir mais de 100 mil habitações até 2024.

O programa também propõe a implementação de uma revolução industrial verde para enfrentar os efeitos da mudança climática, programa que permitirá a criação de um milhão de novos postos de trabalho e a introdução de impostos sobre lucros adicionais que obtenham as companhias petrolíferas.

Se ganharem as eleições do próximo mês, os trabalhistas aumentarão o salário mínimo para 10 libras esterlinas por hora, eliminarão o pagamento de quotas para entrar nas universidades, manterão a idade de reforma nos 66 anos e garantirão que todas as habitações tenham acesso grátis à Internet de banda larga.

Depois de qualificar o manifesto como o plano mais ambicioso e radical para transformar o país apresentado nas últimas décadas, Corbyn alertou os seus correligionários que os adversários tentarão convencê-los que tais promessas são impossíveis de cumprir.

«Durante as próximas semanas, a gente mais poderosa do Reino Unido e os seus seguidores vão dizer-vos que tudo o que incluímos neste manifesto é impossível, porque não querem que nada mude, porque o sistema funciona perfeitamente para eles», advertiu.

De acordo com Jeremy Corbyn, se os banqueiros, os multimilionários e as elites não soubessem que as propostas trabalhistas podem ser levadas a cabo, então não se preocupariam em atacar os trabalhistas de maneira tão feroz como o têm feito. «Sabem que acreditamos no que dizemos, sabem que podemos fazê-lo, e por isso querem impedir que nos elejam», enfatizou o líder trabalhista.




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