Independência adiada na Nova Caledónia «francesa»

A população da Nova Caledónia rejeitou a independência e votou pela continuação da ligação à França, no referendo realizado no domingo, 4, naquele arquipélago do Pacífico.

O Não à independência ganhou com cerca de 56,4% dos votos contra 43,6% dos votos independentistas – mais do que previam as sondagens –, registando-se uma participação acima de 80% dos eleitores inscritos.

Dos 270 mil habitantes, 174 mil estavam habilitados a ir às urnas para responder à pergunta «Quer que a Nova Caledónia aceda à plena soberania e seja independente?».

Situada a mais de 16 mil quilómetros de Paris, colonizada desde meados do século XIX pelos franceses, a Nova Caledónia tem hoje um estatuto de «comunidade sui generis», o que lhe garante mais autonomia do que outros territórios ultramarinos sob domínio da França. Dispõe de capacidade para gerir os seus assuntos, excepto na defesa, segurança, justiça e moeda – atributos principais da soberania nacional. A economia baseia-se na agricultura, exploração de níquel e turismo.

O referendo realizou-se em cumprimento dos Acordos de Nouméa, assinados em 1998, entre Paris e representantes das forças políticas locais.

Os independentistas, sobretudo kanaks, a população indígena, declararam que o referendo marca uma etapa na via da separação da França. Vão pedir um novo plebiscito dentro de dois anos, possibilidade prevista nos acordos.




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