Maio de 1970 – Os tiros de Kent State

A contestação à guerra do Vietname era já generalizada. O tom dos protestos sobe quando Nixon anuncia o envio de tropas para o Cambodja. A 1 de Maio os estudantes da Universidade de Kent organizam uma manifestação contra «a invasão de um país soberano sem uma declaração de guerra formal ou a autorização do Congresso americano» e enterram uma cópia da Constituição Americana nos terrenos da Universidade para simbolizar «o seu assassínio». O mayor de Kent considera estar perante uma revolta radical e pede ajuda ao governador do Estado de Columbia, que envia a Guarda Nacional para a cidade. As manifestações são reprimidas com gás lacrimogéneo e o campus da Universidade é ocupado pelas forças policiais, mas os manifestantes não desarmam. No dia 4, após três dias de confrontos, o impensável acontece: a Guarda Nacional abre fogo real sobre a multidão matando quatro estudantes – Allison B. Krause, William K. Schroeder, Jeffrey G. Miller e Sandra L. Sheuer – e ferindo outros nove, um dos quais fica paralítico para o resto da vida. Com «os tiros de Kent State», como então se escreveu, população descobriu que a «América também mata os seus filhos». Em Kent, como por todo o país, várias universidades encerraram em sinal de protesto.

 


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