Breves
Presidente croata reconhece crimes de guerra

A presidente croata, Kolinda Grabar-Kitarovic, exortou, dia 30, os cidadãos do país a reconhecerem que «alguns compatriotas na Bósnia cometeram crimes e devem ser responsabilizados».

A declaração da chefe de Estado teve lugar um dia após a condenação em recurso, pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, de seis chefes militares dos croatas da Bósnia, por crimes de guerra cometidos entre 1993 e 1994.

Um dos condenados, Slobodan Praljak, suicidou-se em pleno julgamento, ingerindo veneno, ao ver confirmada a sua condenação a 20 anos de prisão.

Praljak, que morreu aos 72 anos, já tinha sido condenado pelo TPI-J em 2013, juntamente com cinco ex-dirigentes e chefes militares dos croatas da Bósnia por perseguirem, expulsarem e assassinarem muçulmanos, com o objectivo de impor o domínio croata, através da limpeza étnica nas zonas que as suas forças controlavam.

A União Europeia, da qual a Croácia é membro desde 2013, pediu aos líderes dos Balcãs para respeitarem as decisões do tribunal.


Ministra irlandesa demite-se para evitar queda do governo

A vice-primeira-ministra da Irlanda, Frances Fitzgerald, demitiu-se, dia 28, para evitar a provável queda do governo, na sequência da moção de censura, apresentada na semana anterior pelo principal partido da oposição, Fianna Fail.

«Tomei a decisão de apresentar a minha demissão ao Taoiseach [primeiro-ministro] para evitar uma eleição geral, inoportuna e potencialmente desestabilizadora, num momento historicamente crucial», declarou Fitzgerald, aludindo às negociações entre Londres e Bruxelas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, que põem em causa a manutenção de uma fronteira aberta, livre de alfândegas ou outras barreiras entre a Irlanda e o Reino Unido.

O líder do Fianna Fail, Michael Martin, assegurou que o seu partido não avançaria com a moção de censura caso Fitzgerald confirmasse a sua demissão.

A vice-primeira-ministra era acusada de não ter defendido e protegido, enquanto ministra da Justiça na anterior legislatura, um oficial da polícia que denunciou dezenas de casos de corrupção na instituição.


Verdes de Esquerda lideram governo na Islândia

A líder dos Verdes de Esquerda, Katrin Jakobsdottir, foi nomeada primeira-ministra da Islândia, na sequência de um acordo subscrito, dia 30, entre a sua formação, o Partido da Independência e o Partido do Progresso, estes dois últimos situados na ala da direita parlamentar.

Os três partidos detêm uma maioria de 35 deputados num hemiciclo com 63 assentos.

Nas eleições antecipadas de 28 de Outubro, o Partido da Independência foi o mais votado (25% e 16 deputados), seguido pelos Verdes de Esquerda (16,9% e 11 deputados). O Partido do Progresso foi a quinta força (10,7% e sete deputados).

Embora tenham garantido a chefia do governo, os Verdes de Esquerda apenas controlam directamente as pastas da Saúde e do Ambiente. O Partido da Independência fica com a maioria dos ministérios, nomeadamente as Finanças, Negócios Estrangeiros, Justiça, Pescas e Agricultura. O Turismo e a Indústria foram entregues ao Partido do Progresso.


Constitucional francês valida imposto sobre grandes empresas

O Conselho Constitucional de França confirmou a legalidade da criação de uma sobretaxa excepcional a aplicar às grandes empresas para compensar a perda de receita, estimada em 10 mil milhões de euros, decorrente da anulação, em Outubro, do imposto sobre os dividendos.

A alta instância foi chamada a pronunciar-se na sequência de um recurso dos Republicanos (direita) que se opõem ao novo imposto.

A sobretaxa irá aplicar-se a 320 empresas que apresentam um volume de negócios superior a mil milhões de euros e deverá render este ano ao Estado 5,4 mil milhões de euros, ou seja, cerca de metade da receita proveniente do imposto sobre dividendos, criado em 2012, sob a presidência de François Hollande.


Nacionalistas vencem na Córsega

A coligação «Pela Córsega», constituída pelos autonomistas «Façamos Córsega» e pelos independentistas «Córsega Livre», venceu, no domingo, 3, a primeira volta das eleições regionais com 45,36% dos votos.

A formação espera revalidar a maioria obtida pela primeira vez em Dezembro de 2015 que lhe garantiu o governo da ilha francesa, que conta com cerca de 320 mil habitantes.