Mesmo com lucros sucessivos,
as empresas
só cedem à luta
Quinzena deu força à luta
no comércio e serviços

REIVINDICAÇÃO Saudando as acções realizadas entre os dias 3 e 16 na grande distribuição, no comércio a retalho, em IPSS e misericórdias, o CESP/CGTP-IN destacou a importância das lutas no 1.º de Maio.

A decisão de prosseguir a luta é realçada pelo sindicato, no balanço que ontem divulgou, relativamente à quinzena de luta que mobilizou milhares de trabalhadores, em centenas de locais de trabalho.
Nas reivindicações comuns, o CESP inclui: aumentos salariais e fim das discriminações salariais; horários regulados, que permitam harmonizar a vida profissional e a vida pessoal e familiar; justiça nas carreiras profissionais; fim do trabalho precário; fim dos ritmos de trabalho destruidores da saúde; fim do assédio moral, da pressão e da repressão nos locais de trabalho; negociação e cumprimento da contratação colectiva.
Foi emitido um pré-aviso de greve para o 1.º de Maio, abrangendo todo o sector, reforçado com pré-avisos em empresas e estabelecimentos, com apelo à participação nas manifestações da CGTP-IN. Às reivindicações acresce, neste caso, a defesa do direito ao feriado no Dia Internacional dos Trabalhadores, posto em causa por várias empresas.
Das acções realizadas durante a primeira quinzena de Abril (algumas delas noticiadas na edição da semana passada), o CESP destacou:

os plenários e a concentração de dia 5, com greve, no Grupo Auchan (Jumbo e Pão de Açúcar);
protestos frente a várias lojas Pingo Doce, entre os dias 7 e 12;
plenários nos entrepostos logísticos do Lidl, em Torres Novas, Ribeirão (Braga) e Marateca (Setúbal), e do Pingo Doce, na Azambuja e no Algoz (Silves);
iniciativas públicas em lojas e plenários nas logísticas da Sonae (Continente e Modelo);
um plenário, dia 11, com concentração no exterior das instalações do Centro Social e Paroquial de São Vicente de Fora (Lisboa), e acções semelhantes noutras empresas do sector social, notando o sindicato que, nas misericórdias de Lagos e da Póvoa do Varzim, houve respostas positivas às reivindicações;
acções de denúncia pública da situação laboral, como as que foram dirigidas aos estabelecimentos do centro histórico de Évora e ao centro comercial El Corte Inglés, em Lisboa, exigindo o cumprimento da contratação colectiva.
Especial realce, na ponta final da quinzena, mereceu a greve de 24 horas dos trabalhadores do Grupo DIA (Minipreço e Clarel), na quinta-feira, 13. A grande adesão à luta provocou o encerramento de mais de 60 lojas e a paragem dos armazéns de Vialonga, estimando o CESP que mais de 500 trabalhadores participaram nas concentrações realizadas nesse dia, na sede da empresa (em Oeiras, com a participação do Secretário-geral da CGTP-IN) e frente aos supermercados em Vila Nova de Gaia (Avenida da República) e Vale Paraíso (Albufeira).

 



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