Reforço do Partido, questão fundamental
No quadro da concretização das orientações do XIX Congresso, o Comité Central do PCP, na sua reunião de 15 e 16 de Dezembro de 2013, aprovou a resolução «Mais organização, mais intervenção, maior influência – Um PCP mais forte», que é introduzida por uma nota explicativa sobre a situação do País:
«Portugal atravessa um dos momentos mais complexos da sua história. A aplicação do pacto de agressão subscrito pelas troikas, na sequência de décadas de políticas de direita, tem imposto o aumento da exploração, o empobrecimento, a degradação dos serviços públicos e da protecção social, num processo que empurra milhões de portugueses para a pobreza, o desemprego ou a emigração. O grande capital e os seus representantes políticos tudo fazem para perpetuar este rumo de declínio, de subversão da democracia e comprometimento da soberania e independência nacionais. Ao mesmo tempo, a luta dos trabalhadores e das populações tem atingido níveis que a colocam num patamar muito elevado, pela sua dimensão, profundidade, persistência, amplitude e objectivos.
«Se é verdade que a situação social, a precarização das relações laborais e a ofensiva ideológica condicionam a participação e a tomada de consciência, também é verdade que, hoje, é mais evidente que a vida deu e dá razão ao PCP, o que tem possibilitado a evolução da consciência social e política de muitos portugueses, o alargamento da simpatia pelo Partido e uma crescente atracção ao ideal e ao projecto comunistas.
«É neste quadro que o reforço do Partido se reveste de uma importância decisiva para que a organização partidária seja mais forte e mais ágil, voltada para a intervenção, mais ligada aos trabalhadores e ao povo.»
Perante esta situação e considerando «de importância decisiva para que a organização partidária seja mais forte e mais ágil, voltada para a intervenção, mais ligada aos trabalhadores e ao povo», o Comité Central decidiu uma vasta acção de organização, estruturação partidária, elevação da militância, alargamento da assunção de responsabilidades e intensificação da intervenção, concretizando-a através de uma acção de contacto com os membros do Partido, entregando o novo cartão, actualizando os seus dados, criando melhores condições para uma maior, mais profunda e mais intensa acção política.
E apontou cinco direcções principais para o desenvolvimento desta acção do reforço do Partido:
1. Aumentar a capacidade de direcção, elevar a militância, alargar a responsabilização de quadros.
2. Promover o recrutamento: aderir ao PCP, tomar partido contra a exploração, as injustiças sociais e o empobrecimento, por um Portugal com futuro, por uma sociedade mais justa.
3. Dar mais força à luta de massas e à intervenção política, estruturar a organização e melhorar o seu funcionamento.
3.1. Dar prioridade ao reforço da organização e intervenção do Partido junto da classe operária e dos trabalhadores, nas empresas e locais de trabalho,
3.2. Dinamizar as organizações locais e a sua estruturação,
3.3. Promover a organização dos militantes reformados e pensionistas,
3.4. Reforçar a acção e organização na área da cultura e junto dos intelectuais e quadros técnicos,
3.5. Aprofundar o trabalho junto da juventude e o reforço da JCP,
3.6. Intensificar a acção e adoptar medidas de organização e quadros, junto dos micro, pequenos e médios empresários e junto dos pequenos e médios agricultores,
3.7. Estruturar o trabalho junto de outras camadas, sectores sociais e áreas de intervenção específicas, designadamente para o desenvolvimento do trabalho político unitário.
4. Reforçar os meios de acção e intervenção do Partido, quanto à imprensa partidária, à informação e à propaganda.
5. Defender e reforçar a independência financeira do Partido.
Para o cumprimento das tarefas definidas pelo CC e expressas nesta resolução, teve início no último fim-de-semana a acção de contacto com os militantes para a elevação da militância, entrega do novo cartão de membro do Partido e actualização de dados.
E como é referido nesta resolução: «Neste grande movimento de reforço da organização e acção partidárias colocam-se de forma articulada acrescidas exigências. Afirmando com convicção a sua identidade comunista consagrada no Programa e nos Estatutos, a sua unidade e coesão, estreitamente ligado às massas, o colectivo partidário é chamado a contribuir para um PCP mais forte, ao serviço dos trabalhadores, do povo e da pátria, firme nos seus deveres internacionalistas, na luta por uma democracia avançada e o socialismo, projectando, consolidando e desenvolvendo os valores de Abril no futuro de Portugal».