A unidade é o cimento <br>da força do Partido
Vanguarda revolucionária da classe operária e de todos os trabalhadores, é naturalmente a partir dos interesses fundamentais e das perspectivas históricas da classe operária que o PCP determina a sua política de alianças, as suas posições e propostas políticas. Não se trata, ao contrário do que os inimigos de classe procuram fazer crer, de uma posição redutora: tendo a influência de massas do PCP origem na influência do PCP na classe operária e na sua fusão orgânica com a classe operária, ela é na verdade uma expressão do papel de vanguarda da classe operária na luta do povo inteiro.
O Partido não se limita no entanto a defender apenas os interesses da classe operária; é também o natural defensor de outras classes e camadas sociais cujos interesses coincidem com os da classe operária.
Como escreve Álvaro Cunhal em O Partido com Paredes de Vidro,«tanto o Partido, na sua qualidade de vanguarda da classe operária, como a classe operária, na sua qualidade de força social de vanguarda do processo de transformação social, tomam decididamente a defesa dos interesses de todas as outras classes e camadas laboriosas, de todas as outras classes e camadas cujos interesses são atingidos pela política das classes dominantes e cujos objectivos e aspirações coincidem ou convergem com os da classe operária».
Foi assim na longa luta contra a ditadura fascista, na revolução do 25 de Abril, no processo de instauração do regime democrático, na resistência às ofensivas contra-revolucionárias, e continua a sê-lo hoje quando romper com mais de 37 anos de políticas de direita e com a submissão ao imperialismo se tornou num imperativo nacional.
A construção de uma alternativa política patriótica e de esquerda exige a unidade de largos sectores da sociedade portuguesa que não se conformam com o empobrecimento do País e a liquidação da nossa soberania. Nesta frente empenha o PCP as suas forças – hoje como no passado – consciente de que a unidade na acção e para a acção, sendo fundamental, é sempre uma tarefa inacabada e só é capaz de se afirmar se alicerçada em valores reconhecidos como um bem comum: os valores de Abril que o PCP reivindica como património inalienável dos trabalhadores e do povo português. Valores capazes de convocar todos os democratas e patriotas para através da luta resistir e derrotar a ofensiva das forças do grande capital, e avançar decididamente na construção de uma pátria livre e soberana.
Pela sua experiência – a unidade do Partido é o cimento da sua força – o PCP sabe que quanto mais forte for o Partido e mais sólida a aliança com os seus companheiros da CDU maior será a sua capacidade para promover e ampliar a unidade das forças progressistas. Reforçar o Partido da unidade é – como sempre foi – o melhor contributo que os comunistas podem dar para a unidade das forças patrióticas e de esquerda.