Contra o pacto de agressão e a política de direita

Convergência e unidade

O PCP desdobrou-se nos últimos dias em encontros com diversas estruturas e organizações, tendo sempre na agenda a luta contra o pacto de agressão e pela alternativa patriótica e de esquerda.

A intensificação da luta é uma questão central para o PCP

Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes e Rui Fernandes integraram a delegação do PCP que esteve reunida, no passado dia 15, com a CGTP-IN. Em declarações aos jornalistas, no final, o Secretário-geral do PCP salientou que o encontro com a central sindical se inseriu num conjunto de contactos com forças políticas e sociais decorrentes do XIX Congresso do PCP, com o objectivo central de transmitir as conclusões, perspectivas e decisões aí assumidas. Era ainda propósito desse encontro, precisou Jerónimo de Sousa, proceder a uma análise conjunta à situação nacional e aos problemas mais candentes com que o povo e o País estão hoje confrontados.
Para além de convergirem nos aspectos essenciais da análise dos resultados da política que há largos anos é imposta ao País (agora agravada com a presença da troika), ambas as organizações concordam ainda na valorização da luta dos trabalhadores e de outras camadas da população como o mais sólido caminho para travar este rumo e empreender a construção de um Portugal mais justo, soberano e desenvolvido. Jerónimo de Sousa realçou ainda que esteve igualmente em debate a necessidade dessa alternativa, baseada, entre outras questões, na renegociação da dívida e na criação de emprego.
Conscientes das dificuldades e obstáculos colocados diante do povo português, PCP e CGTP-IN manifestaram a sua confiança na capacidade da luta dos trabalhadores e do povo em interromper esta política e forçar a derrota deste Governo.
Na segunda-feira, o PCP recebeu uma delegação da Associação Nacional de Municípios Portugueses. À saída do encontro, em declarações aos jornalistas, Jerónimo de Sousa acusou o Governo de pretender «estrangular» o Poder Local Democrático, por via dos cortes no financiamento. Para o dirigente comunista (que integrou a delegação do PCP juntamente com Jorge Cordeiro, do Secretariado e da Comissão Política, e Eugénio Pisco, do CC), a serem concretizados todos os objectivos do executivo PSD/CDS para o sector, «teríamos um poder local próximo daquele que herdámos no 25 de Abril de 1974».

Trabalhadores portuários

Anteontem, uma delegação do PCP composta pelo Secretário-geral Jerónimo de Sousa, pelo membro da Comissão Política Armindo Miranda e por Manuel Gouveia, do Comité Central, esteve na sede do Sindicato dos Estivadores a participar num encontro com a Frente Comum Sindical Marítimo-Portuária. Na ocasião, o PCP valorizou a justa luta dos trabalhadores do sector, considerando que esta deu um importante contributo para a resistência dos demais trabalhadores à política de direita. 
A delegação do Partido sublinhou ainda que todas as grandes causas pelas quais os trabalhadores marítimo-portuários lutaram em 2012 se mantêm como bandeiras de luta em 2013, nomeadamente a oposição ao roubo nos salários e ao saque fiscal e à precarização das relações laborais constantes na nova legislação do trabalho portuário, a defesa da segurança das operações portuárias e do desenvolvimento sustentado do sector. 
O PCP alertou ainda para a estratégia do Governo para o sector portuário, que passa pela redução do preço da força de trabalho, pelo enfraquecimento da capacidade de resistência dos trabalhadores e pela entrega de todo o sector à gestão privada. Tal rumo, sustentou ainda o Partido, não é inevitável e pode e deve ser travado com a intensificação da luta dos trabalhadores. Como alternativa, o PCP defende a importância estratégica da fileira marítima, assente numa marinha mercante de bandeira, em portos bem equipados, na construção naval nacional, na exploração pesqueira e mineral.



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