Grécia precisa de mais financiamento

A Grécia vai precisar de mais «ajuda» dos seus parceiros europeus para conseguir controlar o enorme peso da sua dívida em 2016, declarou, dia 18, Poul Thomsen, que lidera a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) naquele país.

Este responsável afirmou que existe um buraco nas projecções preliminares para 2015-2016 que pode chegar aos 9,5 mil milhões de euros, salientando que «os europeus sabem que existe esse buraco e que vão ter de preenchê-lo», uma vez que a dívida grega «não é viável» sem transferências directas por parte da União Europeia.

Segundo revelou, a UE assumiu em Dezembro um compromisso nesse sentido, razão pela qual o FMI decidiu desbloquear, na semana passada, mais um pacote de 3,2 mil milhões de euros.

Thomsen deixou claro que o Fundo só avançou com o financiamento porque recebeu garantias de que «os europeus iam arranjar o dinheiro» para as futuras necessidades da Grécia, antes do país poder regressar aos mercados, objectivo que não considera alcançável até final de 2014.

Apesar de já ter sido alvo de dois «resgates, que envolveram a União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, bem como um perdão parcial da dívida por parte do sector privado, a Grécia terá em 2013 o sexto ano consecutivo de recessão. A dívida pública continuará a aumentar devendo atingir os 190 por cento do Produto Interno Bruto em 2014.



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