• Jorge Messias

A teoria conspiratória da Nova Ordem

«Debaixo das amplas ondas da História humana fluem as ocultas correntes subterrâneas das sociedades secretas que, frequentemente, determinam das profundezas as mudanças que ocorrerão à superfície...» (Edmond Waite, «A verdadeira história», 1977).

 

«O movimento dos illuminatti (os iluminados) da Baviera foi fundado por um padre jesuíta, Adam Weishaupt, em 1776 … e, mais tarde, juntou-se à Maçonaria com o objectivo de infiltrá-la, unificá-la e submeter à autoridade dos 'iluminados' todas as ramificações maçónicas... Os planos mais secretos desta seita foram encontrados em 1784, entre as vestes do abade Lanz … Tratava-se de planos secretos para a conquista do mundo» (Wikipedia/Illuminati, Enciclopédia Livre).

 

«A terceira guerra mundial tem de ser fomentada de forma a tirar vantagem das diferenças causadas pelos agentes Illuminati entre os sionistas políticos e os líderes do mundo islâmico. Essa guerra tem de ser conduzida de forma a que o Islão (Mundo Árabe Muçulmano) e o Sionismo político (Estado de Israel) se destruam mutuamente» (William G. Carr, «Peões em jogo»).

 

O que mais interessa ao povo comum é saber identificar o passado dos exploradores e a actualidade dos métodos de exploração do homem; e que espécie de mundo prometem reservar as elites dos «illuminati» aos míseros trabalhadores que somos. Por isso voltamos – e voltaremos – a falar nas intrigas que recheiam os Protocolos dos Sábios de Sião, uma espécie de texto sagrado dos pró-nazis monopolistas que dominam os actuais governos em funções.

É cada vez mais evidente que prossegue a uma cadência rápida a recuperação das forças nazi-fascistas. É uma dinâmica que jamais se esgotará por si mesma. Só a luta organizada dos povos e a informação da classe operária a conseguirá deter. Os acontecimentos políticos das últimas semanas têm confirmado que todas as forças dominantes do capitalismo apoiam abertamente a constituição de um só governo da Europa, a divisão financeira da zona euro, com estatutos diferenciados para países ricos e países pobres, o reforço das estratégias da guerra, as seguranças anónimas e privadas, a secundarização das constituições nacionais, etc. Tudo isto são operações clássicas de abertura à passagem de escalão ao poder totalitário da direita.

A Igreja e a acção católica mundial acompanham e intervêm favorecendo estas mudanças. É ver só como os novos ministros gregos prestam juramento com a mão sobre a Bíblia e não sobre a Constituição da República, para depois se benzerem profusamente; ou como as universidades católicas ou de influência católica – com destaque para as universidades de Navarra e de Stanford – desenvolvem febrilmente planos de adaptação da «Teoria do Caos» às estratégias de domínio dos capitais transnacionais monopolistas. Isto, à mistura com a diabolização do «pavor da violência das massas» e o reforço semi-encapotado da corrupção do poder.

 

A III Guerra Mundial e as ruínas de Portugal

 

As propostas contidas nos documentos básicos já divulgados revelam cenários de guerra mundial, o reforço da influência das sociedades secretas, a instalação de estados autoritários com reduzidas competências de soberania; todo este novo arranjo institucional convergindo num fecho de cúpula representado por um governo único europeu dotado de poderes globais e responsável central pela instalação da nova ordem mundial dos monopólios. O mesmo já se defendia nos Protocolos, com uma linguagem sem rodeios, directa e brutal. Sem papas na língua.

Recentemente, num Portugal em ruínas, os bispos reuniram-se a pretexto da situação social portuguesa. Falaram em coisas sérias como o desemprego, a indignação, a equidade, a partilha, etc.? Talvez sim, mas o comunicado final da reunião foi um rol de banalidades. Só o cardeal-patriarca se permitiu declarar, com bom humor, que «ninguém pense em dominar os mercados».

Declaração singular, se pensarmos que o Vaticano tem sobre a mesa uma proposta de reforma do sistema financeiro que exige um único governo mundial e um só banco central com capacidade para controlar os mercados financeiros.

O que prova que os mercados afinal podem obedecer (e obedecem!) a ocultos poderes. Acrescente-se ser estranho que um cardeal, num país que se abeira da miséria, apareça em público como um mentor financeiro e não como o pastor de um rebanho crente em transe de vida ou de morte.

Os católicos devem estar atentos às posições da sua Igreja.



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