Sentida homenagem a Aida Gonçalves

Morreu, no domingo, Aida Gonçalves, mulher do General Vasco Gonçalves, figura ímpar da Revolução de Abril, da luta dos trabalhadores e do povo português pela paz, liberdade, justiça social, solidariedade e fraternidade que tiveram depois expressão formal na Constituição de 1976, adulterada e maltratada ao longo dos anos pelos sucessivos governos de direita.
Os amigos de D. Aida, como carinhosamente a chamavam, recordam-na pela sua simplicidade e modéstia, pela sua imensa ternura e o seu sorriso fraterno. Sentimentos reconhecidos por todos aqueles, e não foram poucos, que estiveram no velório e no funeral da companheira de Vasco Gonçalves, que se realizou, segunda-feira, no Alto de São João, em Lisboa. Entre os presentes encontrava-se Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, bem como outros dirigentes e militantes comunistas. De Cuba chegou a «sentida homenagem» de Fidel e de Raul Castro.


MUSP apela à luta dos utentes

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) manifestou, em nota de imprensa, a sua «total oposição» aos aumentos dos custos das portagens nas auto-estradas A-2 e A-12 localizadas na Península de Setúbal.
«Tais aumentos beneficiam a empresa Brisa que nos primeiros nove meses do ano de 2009 registou lucros na ordem dos 112 milhões de euros, mais de dois por cento do que em igual período de ano de 2008, penalizando de forma drástica os utilizadores individuais e as pequenas e médias empresas que diariamente utilizam as referidas vias», acusa o MUSP, que apela e exorta os automobilistas, pequenos e médios empresários e população em geral para que no dia 29 de Janeiro «se manifestem para transmitirem o seu protesto e indignação».


Defender direitos em Lisboa

Em greve de fome desde o dia 5 de Janeiro, José Carneiro e Fernando Vaz, dirigentes da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD), terminaram, sábado, junto à Assembleia da República, uma jornada de luta que visou reclamar, uma vez mais, que o movimento associativo nacional tenha assento no Conselho Económico e Social.
O protesto terminou, entretanto, com o anúncio de um abaixo-assinado, que exige do Governo a regulamentação da Lei 34/2003, que define, entre outras matérias, o estatuto do dirigente associativo. «A luta dos nossos colegas não pode ser em vão. Temos todos que lutar pelos nossos direitos e exigir dos poderes políticos instituídos que passem a olhar para nós de forma diferente», defende a Confederação de Colectividades.


Tribunal iliba Xeque

O Xeque Zayed al-Nahyan foi ilibado por um tribunal do Dubai da acusação de tortura e maus-tratos a um trabalhador afegão. Para os juízes, o irmão do presidente dos Emirados Árabes Unidos não pode ser considerado responsável pelos seus actos.
A justiça acolheu, desta forma, as alegações da defesa, segunda as quais os medicamentos que al-Nahyan estava a tomar para o coração e as dores nas costas são responsáveis pela ira e agressividade revelada pelo membro da família real.
Em Abril do ano passado, a estação de televisão ABC divulgou imagens do Xeque a espancar um trabalhador e a disparar uma arma automática em torno do indivíduo. O vídeo mostra ainda um segurança do monarca a bater no afegão. O segurança foi igualmente absolvido, ficando no entanto por apurar se partilhava com al-Nahyan o nocivo cocktail medicamentoso.
Os dois homens que filmaram tudo foram, por sua vez, condenados a cinco anos de prisão por tentativa de chantagem, enquanto que a vítima terá de se contentar com 1900 euros de indemnização.


Morreu Eric Rohmer

Morreu, segunda-feira, com 89 anos, o cineasta francês Eric Rohmer. Pioneiro da Nouvelle Vague, Maurice Schérer, o seu nome verdadeiro, foi fundador de «La Gazette du Cinème», uma das principais publicações temáticas publicadas em Franca, de que se tornou chefe de redacção em 1950 e, mais tarde, entre 1957 e 1963, da «Les Cahiers do Cinèma».
Em 1958, Éric Rohmer escreveu o argumento de «Tous les Garçons S’Apellent Patrick», de Jean-Luc Godard, mas foi com «Os Contos Morais», uma série de seis filmes, que ganhou notoriedade. De 1981 a 1987, empreende outro ciclo de seis filmes, «Comédia e Provérbios», obtendo com «O Raio Verde» o Leão d’Ouro em Veneza. Nos anos 90, um outro ciclo faz a sua consagração, os «Contos das Quatro Estações».
Apesar de uma paixão precoce pelo cinema, Éric Rohmer foi primeiro romancista, tendo publicado, em 1946, «Elisabeth».


Resumo da Semana