Faleceu Alexandre Babo
Faleceu, aos 91 anos de idade, Alexandre Babo, destacado intelectual comunista.
Em nota à comunicação social, o Sector Intelectual da Organização Regional de Lisboa do PCP manifestou o seu profundo pesar pelo falecimento deste de Alexandre Babo, antifascista de longa data, invulgar dinamizador cultural e um escritor e dramaturgo de assinalável mérito.
Alexandre Babo, jovem estudante de Direito primeiro em Coimbra e depois em Lisboa, é contemporâneo de Álvaro Cunhal na Faculdade de Direito de Lisboa. Com ele integra o Bloco Académico Antifascista desde a década de 1930 e, aderindo ao PCP em 1943, nele se integra de forma exemplar até ao final da sua vida.
Exerce advocacia em Lisboa e no Porto, mas desde muito cedo se empenha em iniciativas culturais, sobretudo nas áreas da escrita e da edição literária, da dramaturgia e da crítica teatral, na formação de grupos de Teatro.
É o fundador da Editora Sírius que publicará, nomeadamente, as primeiras edições de «Esteiros» e de «Engrenagem» de Soeiro Pereira Gomes.
É um dos fundadores de Teatro Experimental do Porto e do Palco, Clube de Teatro, em Lisboa. A sua obra literária abrange o romance e o conto, o teatro, a crónica, a escrita memorialística e de viagens. A sua obra autobiográfica «Recordações de um caminheiro» é um muito importante testemunho do Portugal do século XX. Alguns dos seus livros tiveram a edição proibida pela PIDE ou apreendida.
A sua intervenção democrática, associativa e cívica é igualmente exemplar. Interveio em todas as campanhas da Oposição Democrática. Foi um dos fundadores da Associação Portuguesa de Escritores e cooperante da Sociedade Portuguesa de Autores. Foi um dos fundadores das Associações de Amizade Portugal-URSS e Portugal-RDA, tendo sido Secretário-Geral desta última até ao início da década de 90.
A sua longa vida abrange um dos períodos históricos mais ricos e densos da história, em que a humanidade se defrontou com as maiores tragédias, partilhou as maiores esperanças, viveu as maiores alegrias e os mais dolorosos reveses. A trajectória pessoal de Alexandre Babo é de alguém que viveu intensa e lucidamente o seu tempo, nele tomou partido com alegria e entusiasmo, nele combateu activa e incansavelmente em defesa das causas da libertação e da emancipação humana.
Em telegrama enviado à sua família, o Secretariado do Comité Central do PCP expressa o seu profundo pesar pelo falecimento não só do «camarada e amigo Alexandre Babo, militante comunista, participante activo na vida e luta do PCP», como do destacado intelectual, profundamente ligado à luta pela construção do Portugal de Abril e pela amizade com os povos de todo o mundo», que «permanecerá como exemplo».
A acompanhar o seu funeral, que se realizou na segunda-feira, encontravam-se, entre muitas outras personalidades, Jerónimo de Sousa, José Casanova, Luís Francisco Rebelo, Pezarat Correia, Silas Cerqueira e Modesto Navarro.
Em nota à comunicação social, o Sector Intelectual da Organização Regional de Lisboa do PCP manifestou o seu profundo pesar pelo falecimento deste de Alexandre Babo, antifascista de longa data, invulgar dinamizador cultural e um escritor e dramaturgo de assinalável mérito.
Alexandre Babo, jovem estudante de Direito primeiro em Coimbra e depois em Lisboa, é contemporâneo de Álvaro Cunhal na Faculdade de Direito de Lisboa. Com ele integra o Bloco Académico Antifascista desde a década de 1930 e, aderindo ao PCP em 1943, nele se integra de forma exemplar até ao final da sua vida.
Exerce advocacia em Lisboa e no Porto, mas desde muito cedo se empenha em iniciativas culturais, sobretudo nas áreas da escrita e da edição literária, da dramaturgia e da crítica teatral, na formação de grupos de Teatro.
É o fundador da Editora Sírius que publicará, nomeadamente, as primeiras edições de «Esteiros» e de «Engrenagem» de Soeiro Pereira Gomes.
É um dos fundadores de Teatro Experimental do Porto e do Palco, Clube de Teatro, em Lisboa. A sua obra literária abrange o romance e o conto, o teatro, a crónica, a escrita memorialística e de viagens. A sua obra autobiográfica «Recordações de um caminheiro» é um muito importante testemunho do Portugal do século XX. Alguns dos seus livros tiveram a edição proibida pela PIDE ou apreendida.
A sua intervenção democrática, associativa e cívica é igualmente exemplar. Interveio em todas as campanhas da Oposição Democrática. Foi um dos fundadores da Associação Portuguesa de Escritores e cooperante da Sociedade Portuguesa de Autores. Foi um dos fundadores das Associações de Amizade Portugal-URSS e Portugal-RDA, tendo sido Secretário-Geral desta última até ao início da década de 90.
A sua longa vida abrange um dos períodos históricos mais ricos e densos da história, em que a humanidade se defrontou com as maiores tragédias, partilhou as maiores esperanças, viveu as maiores alegrias e os mais dolorosos reveses. A trajectória pessoal de Alexandre Babo é de alguém que viveu intensa e lucidamente o seu tempo, nele tomou partido com alegria e entusiasmo, nele combateu activa e incansavelmente em defesa das causas da libertação e da emancipação humana.
Em telegrama enviado à sua família, o Secretariado do Comité Central do PCP expressa o seu profundo pesar pelo falecimento não só do «camarada e amigo Alexandre Babo, militante comunista, participante activo na vida e luta do PCP», como do destacado intelectual, profundamente ligado à luta pela construção do Portugal de Abril e pela amizade com os povos de todo o mundo», que «permanecerá como exemplo».
A acompanhar o seu funeral, que se realizou na segunda-feira, encontravam-se, entre muitas outras personalidades, Jerónimo de Sousa, José Casanova, Luís Francisco Rebelo, Pezarat Correia, Silas Cerqueira e Modesto Navarro.