Breves
Eleições adiadas no Haiti
O Conselho Eleitoral Provisório anunciou, a semana passada, o adiamento das eleições presidenciais no Haiti, previstas para o próximo dia 8 de Janeiro.
Pela quarta vez, o CEP vê-se obrigado a desmarcar o sufrágio, alegadamente por dificuldades de implantação logística do sistema.
Entretanto, a violência continua a marcar o quotidiano da população, e a presença de soldados mandatados pela ONU parece tornar o problema ainda mais complexo.
Na terça-feira, uma operação contra grupos armados supostamente partidários do Lavalas, formação política do deposto presidente Jean Bertrand Aristide, resultou na morte de um comandante militar. Yousef Algader, de nacionalidade jordana, foi abatido durante os confrontos num bairro de lata da capital, Port-au-Prince.
A Jordânia é o país que detém um contingente mais numeroso no terreno, cerca de 1500 homens, chegados após a invasão do país, em Fevereiro de 2004, por uma coligação liderada pelos EUA, Canadá e França.

Venezuela controla petróleo
No primeiro dia de 2006, o ministro da Energia e do Petróleo venezuelano, Rafael Ramirez, anunciou o cumprimento da promessa feita no ano anterior, a retoma de 32 campos petrolíferos por parte da empresa estatal do país.
O também presidente da PDVSA revelou que a medida põe fim à ilegalidade dos contratos ruinosos estabelecidos pelo Estado com as companhias privadas. De agora em diante, a exploração do mais valioso recurso da Venezuela vai passar para as mãos da empresa pública, embora se mantenham algumas parcerias anteriores.
O rigor na gestão dos interesses públicos na PDVSA imposto pelo governo bolivariano saldou-se, só em 2005, num aumento dos lucros para o dobro dos valores de 2004. O maior cliente da Venezuela no mercado mundial são os EUA, que absorvem cerca de metade do crude produzido.

Privados exploram na China
Segundo uma investigação pedida pela Assembleia Nacional Popular (ANP), cerca de 80 por cento das empresas privadas na China não cumprem com a legislação laboral obrigatória, aprovada em 1995, mantendo milhões de trabalhadores sem vínculo laboral, direito a indemnização em caso de despedimento ou assistência médica, mesmo que em caso de acidente de trabalho.
O Comité Permanente da ANP recolheu dados junto de 1225 empresas num universo de mais de dois milhões de firmas privadas nacionais e estrangeiras.

Campanha arranca na Palestina
A campanha eleitoral na Palestina iniciou-se, terça-feira, com comícios dos principais candidatos. A Fatah, partido fundado por Yasser Arafat, efectuou um primeiro acto público junto à sede da ANP, em Ramala, na Cisjordânea, onde se encontra também a tumba do ex-dirigente.
Já o movimento Hamas, que participa nas eleições legislativas pela primeira vez, agendou o arranque da campanha para a Faixa de Gaza. O comício também se realizou junto à casa de um dos seus mais importantes dirigentes históricos, Ahmad Yassin, assassinado por Israel em 2004.
Para Jerusalém Leste, a candidata Hanan Ashraui tinha agendada uma iniciativa de campanha no mesmo dia, embora as autoridades israelitas tenham feito saber que proibiam a realização de comícios naquela zona da cidade.
O arranque da corrida eleitoral não demoveu Israel de continuar o assassinato selectivo de dirigentes palestinianos. Na madrugada de segunda para terça-feira, outros três activistas foram mortos por um míssil disparado de um avião não tripulado.

Greve de fome alastra
Segundo informações divulgadas pelos serviços do Departamento de Defesa dos EUA, o número de prisioneiros em greve de fome na campo de concentração de Guantanamo duplicou nos últimos dias.
Desde à cinco meses que dezenas de presos protestam desta forma contra as condições de cárcere e a legitimidade da sua detenção por parte dos norte-americanos.
Entre mais de meio milhar de encarcerados, 84 encontram-se agora em greve de fome, meio através do qual, revelam os advogados de alguns dos presos, pretendem chamar a atenção para o rol de ilegalidades ali cometidas pelos EUA, incluindo diversas denúncias de abusos e tortura.
Os representantes legais adiantaram ainda, em declarações a agências internacionais, que muitos dos grevistas estão mesmo dispostos a morrer caso os respectivos processos não sejam avaliados à luz do direito internacional e dos direitos humanos.

Tensão cresce no Saara
No passado dia 22 de Dezembro, os habitantes da cidade de Smara, no Saara Ocidental ocupado por Marrocos, saíram à rua para exigir a desocupação do seu país.
A manifestação terminou com confrontos entre população e polícia, tendo as autoridades detido várias pessoas. Várias organizações locais denunciaram que as forças marroquinas abandonaram alguns detidos no deserto.