Breves
<em>Sorefame</em>
O futuro dos trabalhadores despedidos pela Bombardier só será decidido pela EMEF depois de a empresa de manutenção do Grupo CP assinar o acordo de aluguer das instalações da ex-Sorefame com a Agência Portuguesa para o Investimento. Em declarações à Lusa, um dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos disse que a posição foi comunicada pela EMEF aos trabalhadores na sexta-feira, numa reunião com representantes da Bombardier e do Ministério dos Transportes. Está para breve a assinatura do memorando de entendimento, que envolve a EMEF, a API, a Câmara Municipal da Amadora e a Bombardier, para definir um plano director global e criar um pólo industrial e tecnológico nas instalações que a multinacional canadiana decidiu encerrar. Dos seus cerca de 400 trabalhadores, ficaram 110 na unidade de engenharia, quase todos quadros técnicos. Dos restantes, muitos aceitaram rescisões amigáveis e 50 sofreram um despedimento colectivo. Estes trabalhadores reclamam ser reintegrados na unidade fabril que será gerida pela EMEF, para produção e manutenção de material circulante ferroviário. Ainda durante esta semana deveria realizar-se nova reunião.

<em>Rodoviária</em>
Uma greve de 24 horas, no dia 2 de Agosto, poderá ter lugar na Rodoviária de Lisboa, se os representantes dos trabalhadores não obtiverem uma resposta positiva da administração, na reunião marcada para hoje. Na transportadora foi aplicada, por acto de gestão, uma actualização salarial de 2,5 por cento, que os trabalhadores recusam, por ser insuficiente, ficando mesmo abaixo da taxa oficial de inflação.

<em>MP Roldão</em>
O Tribunal da Marinha Grande decidiu no dia 15 absolver os dois antigos sócios-gerentes da cristaleira Manuel Pereira Roldão, que eram acusados de abuso de confiança e desvio de mais de um milhão de euros, no período de 1991 a 1994. O juiz-presidente do colectivo que considerou improcedente a acusação de abuso de confiança referiu, citado pela Agência Lusa, que ficaram provados que representam a violação de direitos tributários, princípios contabilísticos e regras as sociedades.

Negócio em Loures
A privatização dos SMAS de Loures foi iniciada na semana passada, pela Câmara Municipal, ao aprovar a criação de uma empresa intermunicipal e o consequente desmantelamento dos Serviços Municipalizados. A denúncia foi feita sexta-feira, pelas comissões sindicais do STAL que, em comunicado, preveniram que este processo «trará seguramente graves prejuízos aos trabalhadores, à população e ao próprio município».
No dia 14, a maioria PS na Câmara, com a abstenção do PSD, decidiu criar uma empresa intermunicipal com capital privado, o que levará a curto prazo à privatização dos SMAS por completo. As comissões sindicais reafirmam que este modelo não serve e que os SMAS têm viabilidade para continuar a servir os concelhos de Loures e Odivelas, como tem sucedido ao longo de mais de meio século. «Ao contrário do que afirma o presidente da Câmara, é possível gerir melhor os SMAS de Loures sem que para tal seja necessária a adopção de qualquer modelo empresarial e privatizador», salienta-se no comunicado, onde a opção tomada na Câmara é apontada como um negócio e uma cedência aos interesses privados, em sectores essenciais, como a água, o lixo e o saneamento. As comissões sindicais confiam que, «tal como em outros concelhos vizinhos, com a luta dos trabalhadores tem sido possível travar processos semelhantes, também agora a nossa luta é fundamental».

US Setúbal
Tomou posse dia 16 a direcção da União dos Sindicatos de Setúbal, eleita no dia 25 de Junho, no 7.º Congresso da estrutura distrital da CGTP-IN. É composta por 50 elementos, menos sete que a cessante, e a média de idades dos dirigentes subiu de 43,8 para 44,8 anos. O número de mulheres subiu de 33 para 40 por cento. Da direcção fazem parte representantes dos sindicatos das bebidas, dos médicos do Sul e dos trabalhadores judiciais (estes dois últimos não são filiados na CGTP). Na sua primeira reunião, realizada logo de seguida, foram eleitos o coordenador e a comissão executiva.