Aconteu
Memorial ao Soldado Soviético

O Memorial ao Soldado Soviético, que evoca o sacrifício dos povos da URSS na Grande Guerra Patriótica (1941-1945) e, em particular, as sangrentas batalhas travadas na zona de Rzhev, entre Janeiro de 1942 e Março de 1943, foi inaugurado a 30 de Junho.

Uma figura de soldado, em bronze, com 25 metros de altura, ergue-se sobre uma colina artificial de dez metros. A base, como um capote a desfazer-se, forma-se de grous a levantar voo, remetendo para a popular canção «Juravli» (os soldados que perderam a vida não caíram na terra, mas voaram dali como grous brancos).

O memorial, que inclui um espaço museológico sob o monumento, foi construído na base de uma campanha de angariação de fundos (com um contributo simbólico que resultou de um concerto, promovido a 7 de Dezembro, em Oeiras, pelas associações Chance+ e Iúri Gagárin), a partir de iniciativas de organizações de veteranos, com apoios do Ministério da Cultura russo e da Sociedade de História Militar da Rússia. Deveria ter sido inaugurado a 9 de Maio, nos 75 anos da Vitória sobre o nazi-fascismo, mas as restrições exigidas pelo combate à COVID-19 levaram ao adiamento da cerimónia.

Na cerimónia, com honras militares, participaram os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Bielorússia, Aleksandr Lukachenko, e um grupo de veteranos.


Morreu Ennio Morricone

O compositor Ennio Morricone, 91 anos, morreu segunda-feira, 6 de Julho. O «maestro» italiano foi autor de mais de 500 músicas para cinema, entre as quais melodias, como a que criou para o filme «O Bom, o Mau e o Vilão» (1966), do realizador Sergeo Leone, com o actor Clint Eastwood. Entre outras, compôs as músicas dos filmes «Era uma vez no Oeste», «Era uma vez na América», «Por um Punhado de Dólares», «A Missão» e «Cinema Paraíso». Compôs ainda «Lolita», «Malèna» e «Sacanas sem lei».

Ennio Morricone foi distinguido em 2016 com o Óscar de melhor banda sonora para o filme «Hateful Eight» de Quentin Tarantino. Venceu ainda cinco prémios BAFTA entre 1979 e 1992, foi nomeado pela Academia de Hollywood para cinco Óscares de Melhor Banda Sonora Original entre 1979 e 2001, não tendo vencido nenhum deles. Em 2007, recebeu pelas mãos do actor e realizador Clint Eastwood um Óscar Honorário «pelas suas magníficas e multifacetadas contribuições musicais para o cinema».

Morricone compôs originais para a portuguesa Dulce Pontes, com quem contou no álbum «Focus» (2003). Dulce Pontes participou também numa série de concertos comemorativos dos 60 anos de carreira do maestro e compositor italiano, em 2017.


Adeus a Alfredo Tropa

A Academia Portuguesa de Cinema deu conta do falecimento, no dia 5 de Julho, de Alfredo Tropa, 81 anos, «realizador de inúmeros documentários e programas de televisão, especialmente para a RTP onde trabalhou durante muitos anos», tendo ainda contribuído para o cinema português «com a realização de várias curtas-metragens». Entre as longas-metragens de Alfredo Tropa, casado com a realizadora Teresa Olga, destacam-se «Pedro Só», em 1972, e «Bárbara», em 1980.

Na RTP, Alfredo Tropa foi o realizador que acompanhou a investigação do musicólogo Michel Giacometti e do compositor Fernando Lopes-Graça, que ficou documentada na série «O Povo que Canta» (1971).

O realizador – que recebeu o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique – vai ser um dos homenageados com o Prémio Sophia de Carreira 2020, celebrando assim a academia e os 50 anos de nascimento do Centro Português de Cinema.

No início do mês, a Academia Portuguesa de Cinema lançou a campanha «Veja Cinema Português», num apelo ao público para que regresse às salas de cinema e apoie a produção nacional.


100.º aniversário do Casa Pia Atlético Clube

O Presidente da República (PR) condecorou no dia 3 de Julho o Casa Pia Atlético Clube, no seu 100.º aniversário, com o título de membro honorário da Ordem da Instrução Pública. Numa cerimónia realizada na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, o PR homenageou também a Casa de Lisboa, no seu 240.º aniversário, e entregou a três dos seus alunos um texto que esta instituição irá guardar numa «cápsula do tempo», para ser aberta daqui a 60 anos.


Bolsa Amélia Rey Colaço

«Ainda estou aqui», de Tiago Lima, foi o vencedor da 3.ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço. O projecto «pretende explorar a ideia de devoção ao entretenimento que, associada ao individualismo dos nossos tempos, explica que a solidão pode atingir qualquer um», revelou, no dia 1 de Julho, o Teatro D. Maria II, em Lisboa, um dos promotores desta bolsa, juntamente com o Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo) e o Teatro Viriato (Viseu).



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