Segundo a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), os preços das telecomunicações aumentaram 7,7 por cento em Portugal entre o final de 2009 e Abril de 2020, enquanto na União Europeia (UE) caíram 10,4 por cento no mesmo período.
Em comunicado de 4 de Junho, o regulador das comunicações refere que «todos os estudos elaborados pela Comissão Europeia, pela OCDE e pela UIT (União Internacional de Telecomunicações) evidenciam que os preços dos pacotes de serviços e das ofertas individualizadas de banda larga fixa e de banda larga móvel em Portugal estão acima da média da UE».
A Anacom cita dados de Maio da UIT, que mede o custo e a acessibilidade de telecomunicações em termos de percentagem da média mensal do rendimento nacional bruto per capita, referindo que colocam Portugal numa posição «muito desfavorável» entre os países da UE, ocupando o 25.º lugar do ranking no caso da banda larga móvel, o 21.º lugar no caso da banda larga fixa e entre o 11.ª e o 18.º lugar no caso dos serviços de voz móvel e Internet no telemóvel (o que varia consoante os serviços e perfis de utilização).
Os compositores Ennio Morricone e John Williams foram distinguidos no dia 5 de Junho, em Oviedo, Espanha, com o Prémio Princesa das Astúrias das Artes 2020, que reconhece o «valor fundamental» da sua criação musical para o cinema.
O júri do prémio sublinha que os dois autores premiados «enriqueceram centenas» de filmes com o seu talento: enquanto Morricone construiu a sua reputação a compor música da Europa, nos filmes do Oeste Selvagem Americano, Williams «transferiu» o espírito da tradição sinfónica vienense para os êxitos cinematográficos de Hollywood.
Os dois autores têm em comum a sua extensa e variada obra e a sua «deslumbrante capacidade para atravessar géneros e fronteiras», sendo «dois dos compositores vivos mais respeitados em todo o mundo».
O padre Mário Tavares, falecido a 6 de Junho, «viveu afirmando objectivos de justiça social, defendendo a libertação dos explorados e os direitos dos mais pobres», destacou, em comunicado, a Direcção da Organização da Região Autónoma da Madeira (DORAM) do PCP.
Mário Tavares foi deputado eleito pela CDU à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, tendo exercido o seu mandato entre 1992 e 1996, e candidato, pela mesma força política, à Câmara Municipal de Câmara de Lobos, em 1996, e à Junta de Freguesia do Estreito, onde nasceu, tendo pertencido à sua Assembleia de Freguesia.
Teve nomeação paroquial na Diocese do Funchal, nas paróquias de Machico, da Ribeira Brava, do Santo da Serra e do Arco de São Jorge, antes de ser nomeado Capelão Militar.
Depois de ter estado como Capelão Militar na Guiné, entre 1966 e 1969, foi nomeado para a nova paróquia de São Tiago, no Jardim da Serra, onde permaneceu ao longo de 23 anos (1969-1992).
«Além de professor de Português em escolas da Madeira, em cada um dos lugares em que esteve deixou como marca indelével a promoção da condição humana, a edificação de projectos para a dignificação da humanidade, para a emancipação humana e social do povo», destaca a DORAM. No Jardim da Serra, Mário Tavares é «uma referência incontornável da história e das lutas daquele povo serrano, desde a fundação da paróquia, à luta pela escola pública, na reivindicação do serviço público de saúde, nas pioneiras iniciativas de planeamento familiar, de valorização da infância e da juventude, nas jornadas pela edificação de equipamentos e projectos de desenvolvimento humano e social», acrescentam os comunistas.
A Cooperativa de Produção e Consumo «Liberdade», no Jardim da Serra, é um dos projectos indissociáveis da vida de Mário Tavares, que foi um decisivo impulsionador do movimento «Seremos Freguesia do Jardim da Serra», lançado com o objectivo de elevar o Jardim da Serra a Freguesia, o que veio a ser concretizado como uma grande vitória da luta das populações.
No Parlamento Regional, os comunistas, através do seu deputado, vão apresentar um voto de pesar pelo falecimento do padre Mário Tavares.
Arqueólogos retomaram as escavações no sítio do Fariseu, em Foz Coa, onde foi encontrada a maior figura rupestre representativa de um auroque (boi selvagem).
À Lusa, Thierry Aubry, da Fundação Côa Parque, explicou que, depois de uma paragem forçada, a 17 de Março, agora «os trabalhos passam por tapar uma parte da rocha para a recolha de sedimentos», continuando a «reconstituição do auroque», gravura com mais de 23 mil anos. O local fica a mais de 50 metros do curso do rio Côa e fará parte de um percurso que pode ser visitado a pé ou de canoa.






