Adere ao PCP! Um partido incansável na luta por uma vida melhor
O PCP, como mostra a sua história centenária, é um partido indispensável à luta por uma vida melhor para quem trabalha ou trabalhou, os jovens e o povo. As actuais condições no País e no mundo exigem um PCP mais forte e organizado e para o construir todos não são demais. É o que indica a resolução do Comité Central, «Um PCP mais forte! É preciso! É possível!», aprovada em Março deste ano, no ponto que se refere ao recrutamento e integração de novos militantes.
A militância no PCP é a mais sólida garantia de fazer valer o nosso contributo pessoal na luta por uma vida melhor
Aperta-se o garrote à volta do pescoço das famílias portuguesas com um aumento vertiginoso do custo de vida. Os combustíveis, os alimentos, o gás, a electricidade, as telecomunicações, estão cada vez mais caros, tal como a habitação, cada vez mais inacessível, seja a casa comprada ou arrendada. Os salários e as reformas, por sua vez, são cada vez mais magros e sentem-se as mesmas dificuldades no acesso aos serviços públicos garantidos pela Constituição da República Portuguesa (CRP), seja na saúde, nos transportes ou na educação. No mundo, pairam a guerra, grandes incertezas e convulsões, desencadeadas pelo imperialismo.
Ao mesmo tempo, quando se impunha exactamente o contrário, o Governo PSD/CDS – com apoio das forças reaccionárias e a conivência do PS – procura aprofundar a vida difícil de todos os dias. Quem trabalha, vive e estuda no País está longe das suas preocupações. Em cada passo e em cada legislação que faz aprovar, o Governo procura responder aos interesses do capital monopolista, aplicando a receita liberal que em tudo vê oportunidade de negócio.
Porquê militar no PCP?
Aderir ao PCP constitui uma opção indispensável para todos os que se preocupam e são atingidos pela política ao serviço do grande capital e querem uma sociedade e um mundo mais justos. O capitalismo evidencia a sua natureza de classe e aprofunda a sua violenta acção imperialista. Em Portugal acentua-se o rumo de exploração, empobrecimento, injustiças sociais, saque e comprometimento do regime democrático e da soberania nacional e de subversão da CRP. São já cinco décadas de uma política dirigida contra as conquistas de Abril.
Os tempos são exigentes, no entanto comportam também grandes potencialidades: a força dos trabalhadores, da juventude, dos povos, revela capacidade de resistência, de transformação e evidencia confiança na possibilidade de um futuro melhor.
Perante esta realidade, coloca-se a cada um a questão: que fazer para alterar a situação? A resposta tem muitas dimensões, mas a mais decisiva é dar mais força ao PCP e tomar a opção de ser membro do Partido Comunista Português.
Essa é a forma mais consequente e mais eficaz de intervir, contribuindo para defender os interesses do portugueses, de quem cá vive e trabalha, para enfrentar e derrotar a ofensiva em curso e assegurar a ruptura com a política de direita. Essa é a opção indispensável para abrir caminho a um futuro melhor, a uma política patriótica e de esquerda, à concretização dos direitos que a CRP consagra, à democracia avançada, tendo no horizonte o socialismo e uma sociedade livre de exploração.
O PCP marca a diferença. Não há deturpações, calúnias ou silenciamentos que possam apagar essa realidade – um Partido coerente, da verdade, que não cede a pressões e chantagens, aprende com a vida e segue determinado na afirmação da sua identidade comunista. É o Partido que organiza, que dá a oportunidade de juntar a opinião e a reflexão individuais à discussão e à decisão colectivas e as transforma em poderosa alavanca de intervenção e transformação.
É por tudo isto e muito mais, apontando o caminho do futuro a cada um que se preocupa com a situação actual e quer um caminho de progresso social para Portugal e para o mundo, que se coloca a decisão de ser membro do PCP. «A ti que te interrogas sobre o que é possível fazer, dizemos que é necessário agir, tomar partido, dar mais força ao PCP, aderir ao PCP», lê-se no folheto emitido pelo Partido no âmbito da acção nesta campanha de reforço que será distribuído, em breve, por todo o País.
Um PCP mais forte. É preciso! É possível!
No PCP não se baixa os braços. Antes pelo contrário: se a vida é difícil e cada vez mais dura para quem vende a força dos seus braços ou trabalhou uma vida inteira, se se adensa a ofensiva contra quem não se resigna a uma vida assim e se são cada vez mais ameaçadores os perigos com que nos confrontamos, no Partido incrementa-se a acção e os esforços por esclarecer, organizar e mobilizar.
Estar junto dos trabalhadores e aumentar a presença e intervenção do Partido nas empresas e locais de trabalho; preparar o Partido, os seus quadros e militantes para o combate no plano ideológico e material; estruturar e reforçar o trabalho de direcção; reforçar a presença e a intervenção dos comunistas junto da juventude; progredir no trabalho de comunicação, informação e propaganda, potenciando-os como elementos de agitação – são estes os cinco objectivos centrais enunciados na resolução «Um PCP mais forte! É possível! É preciso!», aprovada em Março.
A par destas prioridades destacam-se também o recrutamento e integração de novos militantes; a entrega do novo cartão do Partido; a acção junto de camadas, sectores sociais e áreas específicas; a Festa do Avante!; e a independência financeira.
Viver, aprender e lutar, com o Partido
Esta semana, o Avante! foi à conversa com duas militantes recentemente inscritas no Partido. As suas experiências são demonstrativas do esforço do Partido pela sua integração e responsabilização.
Maria Rita Pinto é ainda jovem. Com 18 anos, estuda Bioquímica na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Conta que o Partido, de alguma forma, sempre fez parte da sua vida: através dos pais ou da visita assídua à Festa do Avante!. Apesar de ser já simpatizante, até há cerca de um ano e meio nunca imaginou inscrever-se na JCP ou no PCP, mas o «ponto de viragem» chegou quando começou a ver faixas afixadas e jovens militantes comunistas a distribuir à porta da sua escola. No caso de Maria Rita foi a intervenção da JCP em torno da melhoria das condições no ensino público e pelo final dos exames nacionais, por exemplo, que a fez mudar de ideias.
Já a integração no colectivo partidário foi um «grande processo de crescimento e de aprendizagem». Da distribuição à porta da escola passou à tentativa de criação de um colectivo na sua escola, passando a assumir, inclusivamente, a responsabilidade pelo mesmo colectivo. Daí, assumiu a responsabilidade pelo sector do Ensino Secundário no Porto e, agora, membro da Comissão Política da JCP, é responsável pelo mesmo sector, mas a nível nacional.
Da JCP até o PCP, a evolução foi natural. Acedendo à necessidade de reforçar o Partido, tomou a iniciativa de assinar a ficha de inscrição numa sessão de esclarecimento em que participou.
Teresa Pais Monteiro conta uma história semelhante: o Partido, através de familiares, esteve sempre presente na sua vida. No entanto, emigrou aos 18 anos para Inglaterra, onde esteve cerca de uma década. Ao voltar, confrontada com a evolução do genocídio perpetrado por Israel na Palestina, decidiu que participar em manifestações já não era suficiente. Tomou, assim, a decisão de se juntar ao Partido, reconhecendo-lhe a coerência na luta pela paz. Desde então, conta, o seu processo de integração e responsabilização foi «rápido, mas natural» – das distribuições regulares ao contacto com os trabalhadores e o povo e do trabalho de propaganda à entrega do novo cartão de militante. Hoje, com 29 anos, está organizada na Cova da Piedade, em Almada, e integra o grupo de eleitos da CDU na mesma freguesia.
O recrutamento de novos militantes e a sua integração, desenvolvendo um amplo trabalho de recrutamento organizado a partir do conhecimento do concreto e de listagens a elaborar com base no levantamento de dirigentes e delegados sindicais e membros de comissões de trabalhadores, de todos quantos se destacam nos processos de luta e eleitorais, valorizando a opção de ser membro do Partido Comunista Português, do que representa de contributo consequente e insubstituível para a luta, de compromisso com os trabalhadores e o povo, de afirmação de valores, do ideal e projecto libertador.
- na Resolução do Comité Central do PCP sobre o Partido e o reforço da sua organização e intervenção «Um PCP mais forte. É preciso! É possível!», Março de 2026




